terça-feira, 24 de novembro de 2015

Girar e rodopiar...


Há quem observe estrelas, planetas e satélites. Por vezes quero vê-los, mas sou mais ligada a coisas terrenas, desde as menos descomunais até as bem pequenininhas. Nunca olhei em um telescópio, mas microscópios já usei vários. Quando menina, com uns sete anos, levaram-me a uma universidade e, em um laboratório de pesquisa, vi a vida como sempre me pareceu ser: repleta de movimento. Só que o movimento que me mostraram, incessante e surpreendente, vinha de uma planta! Uma pequena folha de Elodea ― planta aquática muito utilizada em aquários ― foi colhida da água em minha frente, colocada em uma lâmina de vidro e posicionada sob o microscópio, onde, sem truques nem mágica, aquela folhinha converteu-se em um piso de tijolinhos transparentes em que milhares de bolinhas verdes rodopiavam sem cessar. Incrédula, pedi para ver outra folha, que eu mesma arranquei. E o balé se repetiu. Havia vida naquela planta estática, que até então parecia obedecer só ao movimento da água. E era uma vida bem agitada. Nem preciso dizer que nunca mais olhei para gramas, arbustos, árvores e flores, com o mesmo olhar. (Ao voltar para casa, cheguei a fazer um funeral para uma violeta morta...)

Fui crescendo e percebi que a vida gosta de agitos. A ausência de movimento é morte. Tudo no universo gira, como se dançasse uma valsa, ou rodopia em espiral, como que trançando fitas em um poste de festa de São João. Os biólogos, os físicos e os astrônomos já nos mostraram que, do micro ao macro, sempre existe algo que se move: elétrons ao redor do núcleo atômico, luas em torno de seus planetas e planetas dando voltas em estrelas. Alguns movimentos, como a luz e o som, são perceptíveis a nossos sentidos; outros não. São giros, oscilações, órbitas, pulsos, ondas: uma infinidade de termos para diferentes estilos de dança.

Mas me parece que nenhum movimento tem mais ritmo que a vida. Até nosso coração, quando bate descompassado, entra em arritmia. E no meio de tanto encantamento ainda existem pessoas (e, assustadoramente, cada vez mais) que, ditas racionais, não respeitam a vida. São as que deixam barragens de lama romperem e matam por omissão; as que treinam para serem defensoras de determinada fé e matam por opção (para ganhar o paraíso!). Acho que esses assassinos, fanáticos religiosos ou não, nunca brincaram de roda. Tristes crianças adultas que só sabem brincar de descaso e ódio: as únicas brincadeiras que conheço que não têm riso, giro e nem rodopio; só descompasso, arritmia. E assim terminam, levando consigo a impressão de que viveram um dia.

[FONTE DA IMAGEM: Escultura de Sandra Guinle. “Ciranda mista”, 2003]


segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Você já teve um professor ou professora? Então leia...

 

Não consigo mais falar, e tampouco escrever, sobre a vida de quem se propõe a ser professor(a). Gostei muito do que li no Observatório da Imprensa, escrito pelo Prof. Ricardo Santos. Aqui vai:

 

“Professor não tem vida fácil”

Por Ricardo Santos em 16/10/2015 na edição 872 do OI

“Ser professor no Brasil é um enorme desafio. O Brasil mudou muito nos últimos anos. Há cerca de cinquenta anos, a realidade da educação era outra. Os professores tinham boa remuneração, eram respeitados e valorizados pela sociedade.

Hoje, a carreira do professor vem se deteriorando ano a ano. Isso se dá em função de uma série de razões… Mais, além da desvalorização salarial, ele tem de lidar com a violência escolar e uma jornada de trabalho extremamente extenuante. É comum, ainda, muitos profissionais trabalharem em duas ou mais escolas.”

LEIA O TEXTO NA ÍNTEGRA:

FONTE DA IMAGEM: Maria Eugênia C. Amaral


sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Programa do Concerto de André Matos Moreira

Data: Amanhã  10 de outubro de 2015 – sábado – às 20h.

Local: “Igreja do Relógio” – Igreja Presbiteriana do Brasil.

Endereço: Av. Marcelino Pires, 2233 – Dourados, MS.

Contato: (67) 3421-0381

ENTRADA FRANCA





terça-feira, 6 de outubro de 2015

“Perdido em Marte”, ciência e ficção com divertimento

O livro de Andy Weir é ótimo e o filme ― com Matt Damon, direção de Ridley Scott e um bom nível de fidelidade ao original ―, é muito divertido para quem gosta do gênero: ficção científica!


Eu, se fosse você, não perderia. Espia o trailer:



quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Quem é André Matos Moreira?




Ele nasceu no dia 10 de outubro de 1984 e apaixonou-se perdidamente pela música aos quatro anos de idade, sem nem sequer entender que ela vinha de um piano. Essa paixão prematura foi observada por sua avó, Clarinda de Matos Moreira, que soube respeitar os desejos de seu pequeno neto e encaminhá-lo para receber aulas de piano clássico aos cinco anos, em Dourados, Mato Grosso do Sul, sua cidade natal.

Com o constante incentivo da família, em 2000, André Matos Moreira concluiu o curso de nível técnico em piano, em Campo Grande, MS, e aos 18 anos partiu para Goiás onde estudou, trabalhou em um conservatório e começou a firmar-se como pianista em parceria com um preparador vocal. Na época, dedicou-se também a produzir arranjos, compor e a dirigir gravações. Estudou durante cinco anos no Conservatório de Goiás, enquanto ministrava aulas de piano em Goianésia e Goiânia e dirigia um coro vocal em Ceres.

Voltou a Dourados em 2007 e tornou-se pianista auxiliar na Igreja Presbiteriana do Brasil – a “Igreja do Relógio”. Nesse ano participou de um concurso internacional de piano promovido pela Associação e Academia Musical Paranaense, concorrendo com cerca de 180 pianistas, em três fases eliminatórias, André obteve o terceiro lugar na fase final.

Em 2008 realizou um curso técnico de afinação e restauração de piano, em Campo Grande, com Albino Ferraz. Durante o Simpósio da Música Brasileira de 2009, em Campinas (SP) iniciou estudos de piano com ênfase em arranjo, improvisação e harmonia. Durante o ano de 2010, estudou regência e condução de coro e orquestra na Escola de Música do Instituto Adventista de Ensino (IAE), em Engenheiro Coelho, SP. Ao retornar para Dourados, no final de 2010, assumiu o cargo de pianista titular e regente do coro na Igreja do Relógio.

André realizou concertos em Ceres e Goiânia (2005), em Campo Grande (“Concerto de Natal”, 2008; “Homenagem à Música Popular Brasileira – Noite de Seresta”, 2009), Dourados (“Concerto Jovem”, 2009; “Concerto para dois pianos”, 2010; “Concerto para piano”, 2012; “Festival Douradense de Música”, 2014) e em Naviraí (“Recital de Piano”, 2014).

No período de 2013 e 2014, conduziu o projeto de canto coral do Hospital da Vida, em Dourados, para cerca de 20 funcionários. Outro coral também ensaiado e conduzido por André Matos Moreira foi o da congregação católica das Irmãs Clarissas, de 2014 até julho de 2015, também em Dourados. Atendendo a um convite do pároco, padre Crispim Guimarães, André foi o pianista da missa solene da reinauguração da Catedral Imaculada Conceição de Dourados, em junho de 2015.

Atualmente, André dedica-se aos seus alunos no “Espaço da Música” e à preparação de recitais e concertos de piano.

CONTATOS:
“Espaço da Música” – Av. Weimar Torres, 2447 – (67) 9225-5922
WhatsApp: (67) 9225-5922

Conheça mais sobre André Matos Moreira e seu trabalho:
·        https://vimeo.com/140156795
http://www.mariaeugeniaamaral.com/2011/11/um-menino-andre-matos-e-seus-desejos.html

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Concerto do pianista André Matos Moreira


O concerto terá peças eruditas dos compositores Bach, Handel, Mozart e Beethoven. Nele, o pianista apresentará minuetos, fugas e prelúdios de Bach, oratórios de Handel e concertos de Mozart e Beethoven, viajando pela música sacra e profana do período barroco ao período romântico.

Mesmo sendo realizado em uma igreja, o concerto não é religioso. A nave da “Igreja do Relógio” (como a Igreja Presbiteriana local é carinhosamente denominada) possui um belo piano de cauda e uma acústica excelente, condições ideais para esse evento. Cabe ressaltar que, cada vez mais, na Europa e em muitas capitais brasileiras, as igrejas têm sido utilizadas para concertos e recitais. Tal uso, amplia a visão de que as edificações destinadas para diferentes religiões, com suas acústicas especiais, também devem servir a comunidade com a música que, mesmo secular, é uma dádiva divina.

O concerto será iniciado pontualmente às 20h e terá duração de uma hora. O pianista convida a todos e solicita aos pais que não levem crianças que, com sua alegria e espontaneidade, possam interferir no som local.

Concerto Erudito – André Matos Moreira

Local: “Igreja do Relógio” – Igreja Presbiteriana do Brasil

Data: 10 de outubro de 2015 – sábado – às 20h

Endereço: Av. Marcelino Pires, 2233 – Dourados, MS

Contato: (67) 3421-0381

Entrada franca




sábado, 29 de agosto de 2015

Jesús Armand Chapa-Malacara, um fotógrafo do movimento




Fotografar é sempre um belo prazer. E a beleza em movimento pode ser apreciada pela dança. O fotógrafo Jesús Armand, em seu projeto “Dance prints”, através de clics realizados com longas exposições, captura o movimento congelando todas as suas etapas em uma única imagem. E cada imagem é mais encantadora do que a outra.

Aprecie suas fotos acessando



domingo, 12 de julho de 2015

“A poesia” de Manoel de Barros

Na voz do saudoso Abujamra, gravado do seu programa Provocações, na TV Cultura:

A poesia! A poesia está guardada nas palavras, é tudo que eu sei.
Meu fado é não entender quase tudo; sobre o nada eu tenho profundidades. Eu não cultivo conexões com o real. Para mim poderoso não é aquele que descobre o ouro; poderoso pra mim é aquele que descobre as insignificâncias do mundo e as nossas. Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil. Fiquei emocionado e chorei. Chorei. Eu sou fraco para elogios.

Autor: Manoel de Barros




 

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