quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Meu terceiro livro...


Celebrando dezembro, janeiro, fevereiro... é uma viagem no tempo e no espaço através do real e do imaginário em crônicas, narrativas, contos e depoimentos desde a minha infância. Nele eu abordo vivências, perdas, escolhas e prazeres (alguns impublicáveis), com “artes” e joelhos esfolados (medo de monstros, pavor de dentista) até o primeiro baile, o final da adolescência, os amores, a carreira acadêmica e a maturidade.

A autora do prefácio, Maria da Glória Sá Rosa – Professora de literatura e membro da Academia Sul-mato-grossense de Letras – comenta que “o bom cronista mantém o leitor preso à narrativa, como criança na expectativa do recreio, aguardado com amorosa impaciência. Por isso, ouso afirmar que o tempo, que nos prende ao passado e nos empurra para o futuro, é seguramente o ‘leitmotif’ da boa crônica. É ele o devorador, inventor das coisas, descobridor de mistérios, porto em que se afirmam as crônicas de Maria Eugênia Carvalho do Amaral em sua mais recente criação – Celebrando dezembro, janeiro, fevereiro... –, alusão ao tempo que anuncia e responde a dúvidas e a sonhos. Impossível parar, depois que nossos olhos mergulharam na leitura de tão fascinante livro.”

Também sobre minha obra, o Prof. Dr. José Fernandes – Crítico literário e membro da Academia Goiana de Letras – escreveu: “Cada crônica, cada texto de Maria Eugênia é uma surpresa, porque ela muda de voz e de tom, como se fosse polifônica. Por isso, dialoga com o mundo e com tudo que o constrói, sempre conservando seu lado científico, mesmo quando faz história ou fala dela. A narrativa ‘Flores simples, flores ímpares’, por exemplo, constitui um exemplo singular dessas vozes que se entrecruzam em seu discurso. Nela, podemos ouvir a voz da bióloga, da ecóloga, em perfeito diálogo com a poesia, para mostrar a singularidade da mulher; não com um tom feminista, mas com uma singular feminilidade.”

O livro será lançado em Dourados amanhã (sexta-feira), dia 26 de setembro, das 18 às 22h, na Livraria “Canto das Letras” – Av. Weimar Torres, 2440.

Em Campo Grande, o lançamento será oportunamente anunciado (provavelmente em novembro).


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Florescer é preciso!


Todo ano vivencio a mesma coisa: andando pelas ruas da cidade, necessito estacionar antes que um acidente aconteça. Mas a culpa não seria bem minha. São os ipês, os flamboyants, as cássias-imperiais, as paineiras e até algumas quaresmeiras e uns raríssimos paus-brasil. É impossível resistir. Quero olhar para cima e para todos os lados, fascinada. E não estou sozinha nesse descuido. Outros motoristas também são prontamente atraídos e, arrebatados, freiam bruscamente, alheios ao trânsito. Imersa em tanta beleza, sinto-me como um rio que quer estancar seu curso para absorver suas margens.

Em meio à cidade, há árvores que me remetem a uma paz que poucas vezes encontro. E quando florescem em profusão sinto-me acolhida em um grande abraço. Mas uma coisa sempre me deixou intrigada: as floradas dos ipês. Próximos ou distantes, e até em cidades diferentes, eles florescem simultaneamente, como que obedecendo a uma ordem velada. E um dia descobri que tal “ordem” existe mesmo. Trata-se de uma estratégia reprodutiva, em que o comando “florescer!” é transmitido por uma série de condições, envolvendo essas árvores e o ambiente.

As plantas tropicais são um capítulo à parte em questões de reprodução. Um botânico americano, Alwyn Gentry (1945-1993), dedicou sua vida acadêmica a estudá-las. Ao investimento que os ipês fazem ao florescerem simultaneamente, e com muitíssimas flores em cada planta, Gentry deu o nome de estratégia big-bang (que em português ficou conhecida como “florada explosiva”).

Para mim, os ipês estão entre os mais tresloucados estrategistas. Ao perderem todas as folhas e ao mesmo tempo cobrirem-se inteiramente por flores vistosas, fazem o equivalente a passar semanas em jejum e vestir-se com a mais atraente das roupagens, envoltos em um suave perfume, somente para fazer sexo. Talvez a isso, inconscientemente, se deva o susto que levamos no trânsito ao depararmos com alamedas de ipês explodindo em flor. Em nossa ingênua visão do universo botânico, repleto de prosaicas e bem-comportadas plantinhas, sequer supomos que estamos assistindo um ritual de acasalamento: uma orgia vegetal.

A vida é mesmo uma sucessão de espantos e descobertas que a ciência pode mostrar de forma ainda mais intrigante. Fico até repensando a meta de, em outra vida, retornar ao planeta como pitangueira (afinal, sou do gênero Eugenia). Pois é... Talvez seja bem mais divertido ser Ipê!

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Créditos das fotos:
IPÊ ROSA - Maria Eugênia C. Amaral
IPÊ AMARELO - Gerson Ferracini


terça-feira, 19 de agosto de 2014

Perguntar não ofende! ─ “O combustível que move a ciência”, por Felipe A.P.L. Costa


Encontrei no Observatório da Imprensa um texto inquisidor.

[...] Perguntar é o modo como nós, seres humanos, verbalizamos, ou de algum outro modo expressamos, o estado momentâneo de nossa curiosidade. Sem perguntas, dúvidas e questionamentos sistemáticos, nós simplesmente não teríamos inventado a pesquisa científica. Como herdeiros dessa tradição, grandes cientistas são também grandes questionadores – foi assim, por exemplo, com Galileu Galilei (1564-1642), Isaac Newton (1643-1727) e Charles Darwin (1809-1882). O ensino de disciplinas científicas – notadamente as chamadas ciências naturais, como biologia, química e física – deveria levar isso em conta, fazendo com que as aulas se pautassem mais pela efervescência dos questionamentos e debates.

Formular boas perguntas é por si só uma etapa fundamental da pesquisa científica. Veja: algumas das questões mais intrigantes da ciência moderna foram originalmente formuladas por gerações bem anteriores à nossa.[...]

Leia o artigo na íntegra:

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Felipe A. P. L. Costa é biólogo e escritor, autor, entre outros, de Ecologia, evolução & o valor das pequenas coisas (2003)



segunda-feira, 14 de julho de 2014

Isaac de Oliveira e sua arte em utilitários

Um trabalho de qualidade com o bom gosto e a técnica esmerada do artista plástico. Vale a graça de utilizar cotidianamente a arte de Isaac de Oliveira, em mouse pads, cadernetas, canecas, almofadas, jogos americanos, sousplats, pratos de porcelana e muitas coisas mais.

Deixe-se surpreender pela beleza e criatividade, visitando a galeria-estúdio de Isaac em Campo Grande, MS.














 

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