terça-feira, 19 de agosto de 2014

Perguntar não ofende! ─ “O combustível que move a ciência”, por Felipe A.P.L. Costa


Encontrei no Observatório da Imprensa um texto inquisidor.

[...] Perguntar é o modo como nós, seres humanos, verbalizamos, ou de algum outro modo expressamos, o estado momentâneo de nossa curiosidade. Sem perguntas, dúvidas e questionamentos sistemáticos, nós simplesmente não teríamos inventado a pesquisa científica. Como herdeiros dessa tradição, grandes cientistas são também grandes questionadores – foi assim, por exemplo, com Galileu Galilei (1564-1642), Isaac Newton (1643-1727) e Charles Darwin (1809-1882). O ensino de disciplinas científicas – notadamente as chamadas ciências naturais, como biologia, química e física – deveria levar isso em conta, fazendo com que as aulas se pautassem mais pela efervescência dos questionamentos e debates.

Formular boas perguntas é por si só uma etapa fundamental da pesquisa científica. Veja: algumas das questões mais intrigantes da ciência moderna foram originalmente formuladas por gerações bem anteriores à nossa.[...]

Leia o artigo na íntegra:

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Felipe A. P. L. Costa é biólogo e escritor, autor, entre outros, de Ecologia, evolução & o valor das pequenas coisas (2003)



segunda-feira, 14 de julho de 2014

Isaac de Oliveira e sua arte em utilitários

Um trabalho de qualidade com o bom gosto e a técnica esmerada do artista plástico. Vale a graça de utilizar cotidianamente a arte de Isaac de Oliveira, em mouse pads, cadernetas, canecas, almofadas, jogos americanos, sousplats, pratos de porcelana e muitas coisas mais.

Deixe-se surpreender pela beleza e criatividade, visitando a galeria-estúdio de Isaac em Campo Grande, MS.














sábado, 12 de julho de 2014

Tatu-bola, futebol nacional e as ameaças de extinção...


FULECO, mascote da Copa, foi uma “homenagem” a uma espécie ameaçada de extinção: o tatu-bola (Tolypeutes tricinctus), assim chamado devido à habilidade de curvar-se por completo sobre si mesmo para se proteger quando ameaçado.

A Copa 2014 já acabou pra mim, com a vergonhosa partida Brasil X Holanda, e o tatu-bola continua ameaçado de desaparecer do território nacional... Ele e o prazer de assistir um belo jogo de nossa seleção.

Eu vou continuar curvada como uma bola por mais algumas horas somente. Não em solidariedade ao Fuleco, mas devido às surras que foram tão doloridas. E depois... Ah, depois volto a ser “quase” a mesma. “Quase” porque, seja com vitórias ou derrotas no futebol, agora sou uma cidadã mais lesada. Estou em um país pior, bem pior do que antes da Copa. Saúde sem qualidade, educação de arrepiar, corrupção correndo solta...

Dói mais ainda do que perder todos os jogos.


terça-feira, 1 de julho de 2014

“Desmatamento padrão Fifa?” – texto de Jean Remy D. Guimarães


Em tempos de Copa do Mundo, Jean Remy lembra a medida “campo de futebol”, usada no cálculo de área florestal destruída no país. Se incluirmos todos os biomas nacionais, a taça do mundo do desmatamento é nossa!


Os dados sobre desmatamento no Brasil são frequentemente expressos em número de campos de futebol. De fato, quem não é dono de terras ou agrônomo não visualiza o que é um hectare (10.000 m2ou um quilômetro quadrado. Mas todos sabem o tamanho de um campo de futebol.

Um texto contundente. Leia na íntegra, no link do Ciência Hoje:

FONTE DA IMAGEM: Foto de Leonardo F. Freitas/Flickr - CC BY-NC-SA 2.0 - “Desmatamento de área florestal no Pará para implantação de fazenda de gado. Na modalidade desmatamento-de-floresta-tropical-úmida, o Brasil só perde para a Indonésia” – clipado do link citado acima, do Ciência Hoje.


domingo, 8 de junho de 2014

Esses companheiros inseparáveis... Nossos bichos!



Passei muitas noites de minha infância agarrada a um leãozinho de retalhos de pano. Com sua longa juba de listras amarelas e duros olhos negros de botões, ele me protegia de seres noturnos enigmáticos que habitavam a fazenda nas fases de lua nova, quando tudo ficava escuro como breu e inundado por ruídos indecifráveis. Com os olhos cerrados eu enxergava grilos gigantes, curiangos com olhos esbugalhados e onças que passavam lentamente por minha janela. Guardião de meus sonhos, aquele leãozinho afugentava os monstros de meus pesadelos.

Bichos de retalhos são raros hoje em dia. Foram substituídos por pelúcia e outros materiais sintéticos, antialérgicos. O meu ficava imundo e mudava a cada lavada... Desfiava, desbotava, envelhecia – um leão perecível, tal qual a vida a meu redor. E, aos poucos, seu rígido olhar de botões foi substituído por olhares mansos e mutáveis. Aprendi a conviver com o medo e a apreciar, mais e mais, os animais vivos.

Ah, nossos bichos... Em nome deles, e graças a eles, damos vazão a muitos sentimentos e atendemos necessidades de alimentação, de segurança, de companhia. Assim, evolutivamente, passamos de coletores e caçadores a “criadores”, domesticando nossa comida, e também introduzindo bichos no convívio doméstico. Selecionamos, século após século, as qualidades desejadas: agressividade, mansidão, obediência.

Cães não nos amam incondicionalmente. Simplesmente fizemos a seleção de cruzamentos de raças dóceis que tivessem, cada vez mais, a propalada fidelidade canina e aquele olhar de entrega que derrete corações. Pesquisas arqueológicas revelam que a domesticação dos cães ocorreu há pelo menos 10 mil anos, e algumas escavações mostram que eles alcançaram tanto prestígio que eram enterrados com seus donos. No Egito e na Grécia, os cultos ao deus Chacal e a Argos – o cão de Ulisses – são testemunhos de nossas profundas e místicas relações. Mas ninguém supera os gatos em questões sobrenaturais. A historiadora Mary Del Priore relata que em tempos remotos eles eram vistos como enviados dos deuses e tinham tanta importância entre os egípcios que, se um gato morresse, toda a família se enlutava.

Séculos de convivência... Cães e gatos povoam nosso cotidiano e continuam a encantar meninos e meninas (e adultos também). Acredito que ganhamos pontos na escala evolutiva com esse convívio. Aprendemos com os bichos como é ficar mais humanos.

FONTE DA IMAGEM: meu cachorrinho... afinal, sou uma humana aprendiz.


 

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