sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Como seria um Natal “digital”

José e Maria trocariam e-mails? Fariam reservas online para a viagem ao Egito? Os Reis Magos comprariam incenso, mirra e ouro pela internet? Que tal seguir a Estrela de Belém pelo twitter?



domingo, 12 de dezembro de 2010

QUERIDO PAPAI NOEL!

Reencontrei esta crônica de Natal, que escrevi em forma de carta há cinco dezembros, exatamente em 2005. Fiquei surpresa com a atualidade. Parece que foi escrita hoje. Ao relê-la, tive a sensação de não ter sido boa menina. Definitivamente, Papai Noel não me atendeu. Mas, como a persistência é minha marca — sou do tipo que esperneia e corre atrás do que quer, até a exaustão. “Capricórnio puro”, diz um amigo... —, decidi reencaminhar a mesma carta, torcendo como nunca para que meus pedidos sejam atendidos de vez.



Querido Papai Noel:

Há anos que não lhe escrevo. Na última vez, me lembro bem, pedi um fogãozinho e um jogo de forminhas para fazer bolos de chocolate de barro. E você me atendeu. A alegria foi tanta que estabeleci um contato imediato entre meus devaneios infantis e você. Após a entrega dos presentes, corri para o quintal a tempo de surpreendê-lo decolando com suas renas por entre as copas dos cinamomos. O rastro do trenó encheu de estrelas os meus olhos infantis.

Mas o tempo tratou de quebrar essa magia e passei a duvidar. Engavetei sonhos, joguei fora a alegria do Natal e perdi o brilho do olhar ao reencontrá-lo travestido em tios e amigos com almofadas na barriga e barbas de algodão.

E hoje, madura, após anos de sonhos inacabados e alegrias acabadas, me vi com uma saudade enorme e com vontade incontrolável de reanimar sentimentos adormecidos que faziam a menina sonhar acordada. Por isso decidi lhe escrever.

Meu querido Papai Noel, resgate no meu coração aquela alegria ingênua e pura. Devolva-me a fé nas pessoas e, em especial, nos políticos do Brasil. Não permita, nunca, que eu ache natural o pagamento de propinas e a compra de votos. Permita, sempre, que eu continue a me indignar com a falência da educação e com o descaso com a saúde pública. E, acima de tudo, que a injustiça não se limite a me entristecer... mas que ela me dê forças para que, em vez de sentir-me impotente, eu consiga agir de imediato.

Papai Noel, renasça! Abandone as propagandas e o comércio de inutilidades e dê a cada criança brasileira o direito e o acesso à saúde e à educação de qualidade. Que cada uma delas possa brincar livremente, deixando o trabalho para seus pais. E não se esqueça: traga vergonha para muitos senhores e senhoras que frequentam nosso Planalto Central. Dê ao país o maior de todos os presentes: que a luz do discernimento, da honestidade e da ética ilumine Brasília. Por favor, Papai Noel, mantenha essa chama acessa pelo menos por um ano. Pelo menos em 2011...

Só mais um pedido, o último deles. Se não for muito difícil, distribua um pouco dessa luz também em Mato Grosso do Sul.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

“Mankind is no Island”

Tropfest é o maior festival de curtas-metragens do mundo. Começou há 17 anos em Sydney e no ano retrasado teve a sua primeira edição em Nova York.

O vencedor de 2008 foi este filme: “Mankind is no Island”, de Jason van Genderen, com música original de John Roy. Totalmente realizado utilizando um celular e filmado nas ruas de Sydney e Nova York, o curta-metragem teve custo de produção de 40 dólares!

O que é bom, belo e sensível, não é necessariamente caro e tampouco envelhece.


 

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