sexta-feira, 29 de abril de 2011

Bazar no MARCO – somente amanhã, dia 30 de abril








MARCO - Museu de Arte Contemporânea de MS


(67) 3326-7449


FOTO & HUMOR ― Feche o bico!


Aprenda com os animais. Em determinadas situações, não dê um pio...

[Foto do site Pixdaus]

sábado, 23 de abril de 2011

Hidrelétricas em rios que dão vida ao Pantanal

Para quem não assistiu o Jornal Nacional de quinta-feira (dia 21/abril/2011), segue o link para o interessante vídeo (com duração de 5min e 35seg):



Veja também a segunda e última parte do documentário sobre as hidrelétricas no Pantanal que foi ao ar no Jornal Nacional de ontem, sexta-feira (dia 22/abril/2011). O vídeo tem 5min e 54seg de duração:


terça-feira, 19 de abril de 2011

Passagens e mudanças

Foto de Katie Kukulka
O tema é recorrente, as pessoas são praticamente as mesmas, mas as emoções se renovam. Terão sido elas, o tempo ou eu mesma que mudei? Pessoas que não se alteram com o tempo, que se mantêm imutáveis, me causam arrepios. Sinto atração e repulsa simultaneamente — sentimentos antagônicos para o que me impressiona e que considero uma distorção da realidade. Pode ser apenas uma deficiência em minha capacidade de discernimento, mais um tema incompreensível para mim. E assim continuo a ampliar minha coleção sobre o tópico “conhece-te a ti mesmo”. Uma espécie de álbum de figurinhas e recortes de tudo aquilo que mexe comigo.

Quem não guarda lembranças? Aquela foto do colégio, a flor prensada dentro de um livro de poemas, uma pequena caixa com anéis que não servem mais, um lenço de cambraia, a velha camiseta da escola, um bilhete de seu amor... Quem não registra eventos? Memórias e fragmentos de fases e momentos marcantes que se foram ou que ainda estão acontecendo. Até hoje tenho um pequeno papel-celofane vermelho — o mesmo que envolvia um bombom recheado — que foi dobrado com um nó, marcando meu primeiro beijo na boca. Está guardado em algum lugar (nem faço ideia onde), mas ainda sinto nitidamente o calor úmido, a textura e a pressão sobre os lábios. O beijo está lá, impregnado em minha memória, gravado no álbum de recortes de minhas melhores sensações adolescentes.

Memórias agradáveis, e outras nem tanto. O álbum vai ficando atulhado de lembranças. E hoje decidi abri-lo um pouco mais demoradamente. Coincidência de datas ou não, dei de cara com um domingo de Páscoa: uma bela manhã de doces promessas, com chocolates e brincadeiras. De vestido rodado e laço branco nos cabelos, o riso solto e o chocolate ficaram presos na correria pela fazenda, amargos, como que esmagados com um safanão. Estática, assisti à dilaceração de um gatinho. Pequena, sem noção do perigo, nem sequer suspeitava da possibilidade de quase ter sido eu a vítima. Meu grito, agudo e forte, não chegou a tempo de salvar o bichinho, mas deve ter assustado o cavalo desembestado, que mudou a direção da carroça desgovernada e me salvou.

A violência com que aquela vida foi arrancada deu-me uma dimensão prematura da vida e da morte. E aquela Páscoa marcou minha infância, amargando os chocolates por um longo tempo. Hoje o doce sabor retornou, outros gatinhos nasceram e me alegro ao ver crianças correndo com seus chocolates, sem laços de fita, mas prontas (assim espero) para as mudanças que o tempo manifesta.

E agora os tempos são outros, sem carroças nem cavalos desembestados. A violência também mudou. Não é mais resultado de atos irracionais. Ficou pior, muito pior, se é que é possível mensurar e comparar violências. Com planejamento e organização, a violência consta do calendário escolar, com dia e hora para ser executada por atos “racionais”. Com dezenas de teorias, laudos psiquiátricos sobre personalidades doentias e ampla repercussão na mídia, sobram explicações e faltam vidas. Só sobrou um gosto insuportavelmente amargo e forte, em uma escola que nunca mais será a mesma.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

“Meus livros, meus tablets e eu”, por Ana Elisa Ribeiro

Foto: Irene Cooper

A Cindy, um dia desses, declarou, via Twitter, que não faz mais sentido ficar guardando livros e mais livros dentro de casa. Os argumentos dela, em 140 caracteres, tinham a ver com poeira, peso e cheiro, se me lembro bem. Desculpe o leitor, mas é que minha memória anda meio devagar por conta da quantidade de próteses que tenho posto nela.


Em um dos livros que entulham minhas estantes, li que algumas pessoas estão superpreocupadas com o futuro das bibliotecas. O famoso historiador Robert Darnton lamentava os surtos de descarte e irresponsabilidade de várias bibliotecas no mundo. Narrava o professor que, em nome da liberação de espaços e até da química ácida do papel, bibliotecários malucos andaram microfilmando tudo e jogando toneladas de livros de papel fora, em fogueiras ou sabe lá onde.

Enquanto eu me envolvia tensamente com essas discussões, mais como expectadora do que como participante, caiu sobre minha mesa (ainda se usam mesas e escrivaninhas!) um artigo acadêmico. A missão era lê-lo, cuidadosamente, e dar um parecer criterioso sobre o trabalho.

Pus-me a escarafunchar aquele texto, com pouca curiosidade, confesso, mas isso foi só o início. Já no segundo parágrafo assaltou-me uma paixão grande pelo tema do trabalho. Dizia a autora (presumi que fosse mulher por uma série de motivos) que usaria aquelas páginas para relatar uma pesquisa com pessoas que guardaram seus livros ao longo de anos, décadas, quando não foi mais. E a pesquisadora propunha ali três categorias de "guardadores": os que guardam o livro original; os que guardam um livro conseguido depois; e os que guardam obras de terceiros (para os terceiros).

Uma quenturinha bem gostosa ficou no meio do meu peito naquele momento. Tirei os olhos do artigo para lembrar. Isso atrasa a leitura (e o trabalho) da gente, mas é ótimo sinal. Quantos textos fazem a gente levantar a cabeça? Mas essa ideia não é minha. É do Roland Barthes, que também apinha minhas pesadas estantes brancas, um francês apaixonante.

Lembrei dos livros que eu guardei: dos originais, dos que consegui depois e dos que guardo para terceiros (menos cuidadosos do que eu). E dos episódios que me trouxeram essas obras. Mas lamentei, profundamente, não mais saber por onde anda aquele livro com que fui alfabetizada. Será que fiz dele picadinho? Será que joguei fora, em uma das infinitas arrumações do quarto e da casa? Será que entreguei para minha mãe guardar (como fiz com fotos e filmes)?

De originais, estão comigo uns trabalhos de escola e os livros da Coleção Vaga-Lume (Ática). Guardados, mas ocupando lugar ostensivo na estante. Cheguei a expô-los na estante do meu filho, mas os recolhi de novo, já que ainda não sei ao certo que tipo de guardador de livros meu filho será. Fui cautelosa.

Fiquei mais feliz quando percebi que sou três tipos de leitora-guardadora em um! Guardo os meus e guardo uns que consegui depois. Caprichos & relaxos, do Leminski, repousa ao lado de todos os outros do autor que consegui aliciar. Mas este, esgotadíssimo faz tempo, foi dado de presente por um amigo. Assim como ele, A Galáxia de Gutenberg e uma biografia do Torquato Neto. Todos vindos de sebos em São Paulo ou em Curitiba, presentes preciosos de amigos gentis.

Olhando ao redor, certifiquei-me dos volumes que me classificam como uma guardadora de livros alheios, uma espécie de depositária apaixonada. Estão ali, junto dos meus, os livros da Vaga-Lume que foram dos meus irmãos. E, mais precioso ainda, um O pequeno príncipe que fora do meu pai, com dedicatória da professora que o premiava pelo bom desempenho na escola, na década de 1940!

Guardiã desses tesouros (metáfora comum entre os fiéis depositários de livros de papel), fico feliz em saber que há pessoas interessadas em planejar as próteses da memória, sem modismos e sem cegueira. Microfilmes, CDs, disquetes. Tivesse eu passado meus livros para disquetes e a esta altura estariam todos perdidos. Onde é que há espaços seguros neste mundo de virtualidades?

Certamente que é fabuloso imaginar que dez andares de vastas bibliotecas podem caber na minha mão. Fantástico imaginar todas estas lombadas que ocupam minha sala inteira compactadas no meu pendrive ou guardadas no meu tablet último tipo. Mas não dispenso que elas existam nesta sala, em papel e costura, para que eu as possa pegar, guardar e reler quando quiser. Inclusive relendo minhas antigas leituras, marcadas naquelas margens.

Sim, claro, nem precisam me advertir de que também posso anotar na tela, deixar comentários e ocupar menos espaço, matar menos árvores ou coisa que o valha. No entanto, ainda desconfio de dispositivos que apenas projetam obras que nunca estão disponíveis no mesmo lugar. Arquivos abertos, corrompidos ou não, sou ainda guardiã das minhas memórias, das do meu pai e das de meus irmãos.

Doei centenas de livros. Todos os anos, ofereço obras que não lerei mais a bibliotecas escolares públicas. Tenho cá a sensação de alimentar famintos. Mas há livros que não dou, não empresto e não revelo. Estes são como nacos da memória da vida inteira. Neles não enxergo páginas e papel. Lá eu vejo curtas-metragens das nossas vidas. Não pode ter sido à toa que resolvi guardá-los. Se não é por uma decisão tecnológica, talvez seja mesmo por razões afetivas. Por que não? Talvez eu também guarde meus tablets, quando ficarem obsoletos. E talvez eu possa confiar que poderei ler meus livros digitais, depois de anos sem ligá-los, como faço com meus impressos, depois de anos sem abri-los.

Ana Elisa Ribeiro


[Crônica clipada do Digestivo Cultural]

___________


Sobre a autora: Ana Elisa Ribeiro é doutora em Linguística Aplicada (Linguagem e tecnologia) e mestre em Estudos Linguísticos (Cognição, linguagem e cultura) pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde também se bacharelou e licenciou em Letras/Português. É pós-doutora em Comunicação pela PUC-Minas (2009-2010), com pesquisa sobre layout e leitura. É professora do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG), onde ministra disciplinas na graduação e no mestrado em Estudos de Linguagens, além de ser editora-chefe da revista Educação & Tecnologia e coordenadora geral de divulgação científica e tecnológica. Presta assessoria na área de edição, tendo atuado em diversas casas editoriais mineiras. Como pesquisadora, trabalha na interface entre linguística, comunicação, design e educação. Tem diversos textos publicados em livros e revistas, especialmente com relatos de pesquisa em temas como tecnologias e educação; história das tecnologias da escrita e da leitura; formação e atuação de editores e revisores; multimodalidade e leitura; design, usabilidade e leitura; letramentos e novas tecnologias. Também se dedica à produção cultural como cronista do Digestivo Cultural (São Paulo) desde 2003 e do jornal Letras (Belo Horizonte) desde 2007. É autora de livros de poesia e de publicações literárias coletivas no Brasil e em Portugal.

[Fonte do texto sobre a autora: Currículo Lattes de Ana Elisa Ribeiro.]



sábado, 9 de abril de 2011

Luis Andrade — Fotógrafo

Conheci o trabalho de Luis Andrade através de amigos publicitários. Natural de Campo Grande, MS, ele expõe em seu blog o fio condutor de seu trabalho:

“Minha câmera é a minha janela. E eu me debruço sobre ela para observar o mundo, as pessoas a minha volta. Gosto de pensar que ainda sou criança e viajo de trem pela vida. Quando estou com a câmera em punho é assim: sinto a brisa, os aromas, o calor do sol passando pelo meu rosto. E viajo solitário. Minha única diversão é olhar.”


Conheça as belas imagens desse sul-mato-grossense assistindo ao vídeo que nos convida a viajar por seu portfólio:



sexta-feira, 8 de abril de 2011

Hoje é sexta-feira: rock & blues!



quarta-feira, 6 de abril de 2011

Meu amigo Luiz Onofre e as libélulas

Uma libélula, em imagem intitulada “Elegância”
(Foto: Tiberio Taverni, Itália)


Luiz Onofre Irineu de Souza era um biólogo carioca que veio cair em Campo Grande (nem me lembro mais como) e que, para sorte de muita gente, foi parar na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul como professor. Eu sou uma dessas pessoas sortudas.

É muito difícil falar do “Onofrinho”, que conheci em 1980, sem me emocionar. Quando me lembro dele, vejo um braço amigo e um afago. Onofre era um cavalheiro. Sua relação com os alunos era especial; atendia a todos como um anfitrião que recebe uma visita. As explicações e as dúvidas sanadas vinham imersas em um ritual manso e gentil.

Em uma sala atulhada de caixas, Onofre passava horas e horas à lupa desenhando seus bichos prediletos: as libélulas. Era apaixonado por elas e as reconhecia e estudava com a dedicação de um naturalista. Quando o conheci, fiquei impressionada ao ver como as manipulava e desenhava: havia tanto prazer e cuidado, que mais parecia um menino com seu hobby predileto. (Detalhista, Onofrinho era também um artesão que manipulava o couro como poucos. Cheguei a ver bolsas, porta-canivetes e cintos feitos por ele. Só lhe faltava tempo para tantas habilidades.)

Felizmente para a ciência, em meados dos anos 90, seu lado cientista o fez voltar-se totalmente à produção científica. A partir daí, aquele imenso acervo de desenhos, anotações e libélulas coletadas transformou-se em publicações do Museu Nacional, em uma tese de mestrado e em outra de doutorado. E ele tinha tanto, mas tanto ainda pra produzir... E tanta gente pra abraçar...

Meu querido amigo Onofre foi embora há um ano, com uma revoada de libélulas. Parece que foi ontem...

“Animais Mais Mais” — música, poesia e muito mais

Ninguém discute o caráter lúdico da poesia.

Brincando com as palavras, sons e ritmos, crianças e adultos viajam por um mundo infinito de sensibilidade, saber e magia.

E quando se extrai poesia de elementos sedutores tais como curiosidades do mundo animal, desenho, folclore e música, que bicho dá?

Só conferindo neste livro e no CD!

ANIMAIS MAIS MAIS de Paulo Robson de Souza

Lançamento do livro (com CD de músicas):
Hoje, quarta-feira, dia 6 de abril
19 horas
Livraria Leparole
Rua Euclides da Cunha, 1126 (a duas quadras da Ceará) - (67) 3043 5100
Campo Grande

sábado, 2 de abril de 2011

Planeta Humano

O vídeo produzido pela BBC, de qualidade impecável, mostra o planeta ocupado pela “espécie mais notável de todas, que vive nos lugares mais selvagens do mundo e luta para sobreviver.”

Assustadoramente bonito. Não existe nenhuma barreira que não possa ser superada, não importa qual seja o empecilho, muito menos se a luta for “contra” outras espécies. Assista!





sexta-feira, 1 de abril de 2011

Literatura, Arte e Cultura na Fronteira Sul-Mato-Grossense


A mais recente obra do Prof. Dr. Paulo Nolasco, da UFGD.

[Para quem não conheceu, ou se esqueceu: a foto na capa do livro é de frutos de guavira. Uma imagem perfeita para representar nossa fronteira!]

 

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