quarta-feira, 28 de março de 2012

Adeus, Millôr Fernandes (1923-2012)!


Mão e caricatura de Millôr, em 2006 / Foto de Ricardo Moraes - Folhapress.

Sempre colecionei textos e desenhos do Millôr desde o nascimento de “O Pasquim”. Os haikais dos velhos tempos da “Veja” lotaram mais de uma pasta. Há algum tempo, não lembro quando (mas foi em torno do ano 2000, com certeza), guardei uma crônica que me agrada muito:

“L.I.V.R.O”, de Millôr Fernandes.
Um novo e revolucionário conceito de tecnologia de informação.

Na deixa da virada do milênio, anuncia-se um revolucionário conceito de tecnologia de informação, chamado de Local de Informações Variadas, Reutilizáveis e Ordenadas - L.I.V.R.O.

L.I.V.R.O. representa um avanço fantástico na tecnologia. Não tem fios, circuitos elétricos, pilhas. Não necessita ser conectado a nada nem ligado. É tão fácil de usar que até uma criança pode operá-lo. Basta abri-lo!

Cada L.I.V.R.O. é formado por uma seqüência de páginas numeradas, feitas de papel reciclável e capazes de conter milhares de informações. As páginas são unidas por um sistema chamado lombada, que as mantêm automaticamente em sua seqüência correta.

Através do uso intensivo do recurso TPA - Tecnologia do Papel Opaco - permite-se que os fabricantes usem as duas faces da folha de papel. Isso possibilita duplicar a quantidade de dados inseridos e reduzir os seus custos pela metade!

Especialistas dividem-se quanto aos projetos de expansão da inserção de dados em cada unidade. É que, para se fazer L.I.V.R.O.s com mais informações, basta se usar mais páginas. Isso, porém, os torna mais grossos e mais difíceis de serem transportados, atraindo críticas dos adeptos da portabilidade do sistema.

Cada página do L.I.V.R.O. deve ser escaneada opticamente, e as informações transferidas diretamente para a CPU do usuário, em seu cérebro. Lembramos que quanto maior e mais complexa a informação a ser transmitida, maior deverá ser a capacidade de processamento do usuário.

Outra vantagem do sistema é que, quando em uso, um simples movimento de dedo permite o acesso instantâneo à próxima página. O L.I.V.R.O. pode ser rapidamente retomado a qualquer momento, bastando abri-lo. Ele nunca apresenta "ERRO GERAL DE PROTEÇÃO", nem precisa ser reinicializado, embora se torne inutilizável caso caia no mar, por exemplo.

O comando “browse” permite fazer o acesso a qualquer página instantaneamente e avançar ou retroceder com muita facilidade. A maioria dos modelos à venda já vem com o equipamento “índice” instalado, o qual indica a localização exata de grupos de dados selecionados.

Um acessório opcional, o marca-páginas, permite que você faça um acesso ao L.I.V.R.O. exatamente no local em que o deixou na última utilização mesmo que ele esteja fechado. A compatibilidade dos marcadores de página é total, permitindo que funcionem em qualquer modelo ou marca de L.I.V.R.O. sem necessidade de configuração.

Além disso, qualquer L.I.V.R.O. suporta o uso simultâneo de vários marcadores de página, caso seu usuário deseje manter selecionados vários trechos ao mesmo tempo. A capacidade máxima para uso de marcadores coincide com o número de páginas.

Pode-se ainda personalizar o conteúdo do L.I.V.R.O. através de anotações em suas margens. Para isso, deve-se utilizar um periférico de Linguagem Apagável Portátil de Intercomunicação Simplificada - L.A.P.I.S. Portátil, durável e barato, o L.I.V.R.O. vem sendo apontado como o instrumento de entretenimento e cultura do futuro. Milhares de programadores desse sistema já disponibilizaram vários títulos e upgrades utilizando a plataforma L.I.V.R.O.

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Além de cartunista, escritor, poeta, humorista, desenhista e tradutor, Millôr Fernandes também era um visionário. Sou grata pelas horas e horas de aventuras e caminhadas compartilhadas.

Adeus, Millôr!

Chocolate pode ajudar a perder peso...

O consumo regular, e moderado, de chocolate pode contribuir para o emagrecimento, indicam os resultados de um estudo recente da Universidade da Califórnia em San Diego (EUA).

A pesquisa foi realizada com 1 081 pessoas de 20 a 85 anos (não portadores de doenças cardiovasculares ou diabetes), nas quais também se avaliou a composição da dieta, a ingestão de calorias e o índice de massa corporal (IMC), que mede a obesidade.

Segundo o estudo, publicado na revista Archives of Internal Medicine, embora o chocolate seja um alimento bastante calórico, contém ingredientes que favorecem a perda de peso, em vez de promover o acúmulo de gordura. Por isso, ingerir chocolate pode ajudar a reduzir o IMC.

A pesquisa não é a primeira a apontar benefícios na ingestão dessa delícia, em geral considerada vilã nas dietas. O tipo meio amargo, inclusive, contém antioxidantes que auxiliam a limpar radicais livres – substâncias instáveis que podem danificar as células.

Para leitura do texto na íntegra, clique AQUI.

FONTE DO TEXTO: clipado do BBC-Brasil, com revisões.

terça-feira, 27 de março de 2012

Beijando na boca... A química do tesão


Ontem mesmo eu estava conversando com uns amigos e, ao acaso, o assunto foi parar em beijo na boca. Uauuu! Unanimidade: beijar é muito bom! E tenho várias histórias de beijos, dos inesquecíveis e dissimulados aos roubados. A primeira delas é (obviamente) a de meu primeiro beijo. A última foi em uma festa repleta de adolescentes com mais (bem mais) de 50 anos que se abraçavam sem parar, bebendo cuba-libre. Alguns bebiam escondido, ludibriando a pressão alta e a diabetes, rememorando pileques homéricos, em uma catarse em que se mesclavam imagens: adolescência e atualidade. Mas isso já é outra história... Vamos ao que interessa.

Existem poucas coisas tão boas na vida quanto beijo na boca. Apesar de já haver beijado o suficiente para falar de boca cheia sobre o assunto, decidi, somente para conferir teoria e prática, ciência e cotidiano, compartilhar trechos do artigo “A ciência do beijo”, que a Hypescience publicou recentemente. A questão é boca com boca!

“Os lábios são a zona erógena do corpo mais exposta, cheia de terminações nervosas. Um simples toque pode enviar uma cascata de informações para o cérebro, ajudando-nos a decidir se queremos continuar com um beijo (e relacionamento) ou não. O contato entre lábios envolve cinco de nossos doze nervos craniais. Impulsos elétricos passam pelo cérebro, lábios, língua e pele.” (E é muito, muito agradável. Não por acaso, sempre fui chegada a beijos. Se existisse a expressão, eu me intitularia, modéstia às favas, uma “gourmet de beijos”.)

“Um beijo gostoso age como uma droga, fazendo com que a outra pessoa agradeça pela dopamina liberada. Essa é a mesma substância envolvida em drogas como a cocaína, e por isso um romance pode ser tão viciante. A dopamina está envolvida na sensação de recompensa, podendo levar a estados de euforia, insônia e perda de apetite.” (E não há dieta melhor. Perde-se peso com prazer.)

“E também há as mudanças físicas. Um beijo pode fazer com que nossos vasos sanguíneos dilatem, o pulso aumente e as bochechas fiquem ruborizadas. As pupilas ficam maiores; por isso muitos têm vontade de fechar os olhos. Em outras palavras, o corpo é um espelho das reações que chamamos de ‘amar’.” (Se bem que, cá entre nós, “amar” é mais, muito mais do que reações físicas e fisiológicas do ato de beijar. Mas vamos lá... Afinal, o corpo “fala” o tempo todo, somos exatamente aquilo que sentimos! E o beijo provoca um diálogo corporal riquíssimo.)

“Mas sejamos honestos: nem todo beijo nos deixa com vontade de ter mais. Psicólogos da Universidade Estadual de Nova York recentemente divulgaram que 59% dos homens e 66% das mulheres terminaram um relacionamento devido ao beijo.” (Serão as mulheres mais qualitativas no beijar?)

“Claro, muitas pessoas se preocupam que um beijo pode nos colocar muito próximos dos germes de alguém. Mas na realidade, temos mais chance de ficar doentes dando apertos de mãos durante o dia do que beijando.” (Informação muito educativa!)

“Nós até podemos não estar totalmente conscientes das formas como nosso corpo responde a um beijo, mas uma coisa é certa: os beijos dão boas pistas para decidir o futuro de um relacionamento.” (Um aviso providencial aos principiantes – e aos continuantes também.)

(Já beijou hoje?)

[FONTE DA IMAGEM: Free Images Archive]

segunda-feira, 26 de março de 2012

Plásticos nos mares: uma “sopa tóxica”!



Há alguns anos um documentário, amplamente divulgado pela mídia, mostrou a quantidade monstruosa de plásticos que, do lixo, foram parar nos rios e, deles, nos oceanos. Fiquei com aquelas imagens na cabeça: ilhas e ilhas flutuantes, de dimensões continentais. Plásticos de todos os tipos, formas e tamanhos flutuando ao sabor das marés e correntes oceânicas. E o documentário parecia indicar que o problema estava um pouco distante, sensibilizando quem tinha pena das aves marinhas e tartarugas. Ledo engano. Aquele grande transtorno vem se revelando uma questão muito, muito mais séria.

Estudiosos de dezenas de universidades e institutos de pesquisa, mundo afora, têm encontrado plástico nos corpos dos mais diferentes organismos marinhos: peixes, camarões, moluscos, golfinhos, baleias... E não é aquele plástico visível, preso a uma nadadeira ou guelra. São resíduos de plástico microscópicos e altamente tóxicos.

Com uma vida média de 400 anos, todo o plástico produzido no planeta continua... no planeta! Em diferentes fases de degradação, toneladas e mais toneladas já se romperam, foram trituradas, e hoje estão transformadas em partículas minúsculas que podem ser ingeridas, assim como um comprimido que você dissolveu em água. Só que essas partículas não são um remédio. São altamente tóxicas e estão formando uma imensa “sopa marinha”.

E você? Vai continuar sem fazer nada? A sopa de plástico, com certeza, já chegou ao seu organismo e ao meu. Pense nisso quando for usar mais um saquinho plástico!


domingo, 25 de março de 2012

“Tudo porã por aqui” – Emmanuel Marinho


Que coisa boa!


TUDO PORÃ POR AQUI

Um espetáculo de EMMANUEL MARINHO

Dia 27 de março (terça-feira), às 20h.
Teatro Municipal de Dourados
II Mostra Independente de Teatro de Dourados, MS
Realização: MIT


quarta-feira, 21 de março de 2012

Como sue cerbero pedo lre itso?

Você já deve ter lido isso: “Nõa imortpa a oderm das ltreas drtneo da pvarala: bsata que a pmrireia e a úmtila etjasem no lguar crteo praa que vcoê enednta o que etsá erctiso.” Da mesma forma, “É F4C1L L3R 357A M3N5AG3M S3M P3NS4R MU170.” Mas como o nosso cérebro é capaz de compreender estas frases?

A ciência ainda diverge sobre os mecanismos mentais envolvidos no processo, embora haja fortes suspeitas. Neurologistas da Universidade da Califórnia (San Diego, EUA), por exemplo, explicam que o principal instrumento para a compreensão é o contexto. A capacidade de identificar o contexto de uma frase faz com que o cérebro seja pré-ativado logo no início da leitura. Quando você descobriu, no primeiro parágrafo, que “não importa a ordem das letras dentro da palavra”, seu cérebro imediatamente já se reportou ao contexto de adivinhar porque as letras estavam embaralhadas. A tradução de palavras como “primeira”, “última” e “escrito” ficou muito mais fácil a partir deste momento.

No exemplo da primeira frase, seu cérebro nem precisa realmente identificar cada palavra. A compreensão do contexto faz você simplesmente pular algumas sentenças e mesmo assim entender a frase. Além disso, nossa mente tem mais independência do que parece: em uma leitura normal, nós batemos o olho na palavra como um conjunto e a lemos de uma vez só; não é preciso decodificar termo por termo.

Isso não funciona apenas com a palavra escrita, mas também com outros procedimentos cerebrais, como a audição e a identificação visual. Este segundo quesito, aliás, é importante para traduzir o segundo exemplo, que mescla letras e números.

Estudos sugerem que nosso cérebro tenta automaticamente estabelecer uma equivalência entre o formato de letras e números, por isso não é estranho identificar um “4” como “A”, “3” como “E” e “5” como “S”. Em todos os casos, aproveita-se a similaridade e o resultado é uma leitura fluente (depois dos pequenos tropeços iniciais).

[texto e imagem clipados do Hypescience]


terça-feira, 20 de março de 2012

Hoje, no MARCO, abertura de três mostras

A 1ª Temporada de Exposições de 2012 abre às 19h30, com três mostras:
Dialetos, coletiva de artistas de Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul;
As Cores do Lugar, da artista plástica Anelise Godoy;
e Gravuras, com as mais novas aquisições do museu, dos mais representativos artistas plásticos contemporâneos das Américas, oriundas da exposição ECO ART (Rio 92).

LOCAL: Museu de Arte Contemporânea de MS – MARCO
ENDEREÇO: Rua Antônio Maria Coelho, 6000 – Parque das Nações Indígenas – Campo Grande, MS.
ABERTURA: Hoje, dia 20 de março (terça-feira), às 19h30
HORÁRIOS DE VISITAÇÃO: Terças a sextas-feiras das 12 às 18h - Sábados, domingos e feriados das 14 às 18h
INFORMAÇÕES: (67)3326-7449 (das 12 às 18h)
ENTRADA GRATUITA

Para detalhes sobre as mostras, clique AQUI.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Paul Cadden – hiperrealismo a lápis


Em suas próprias palavras, suas criações “intensificam o normal” — como mostra a imagem acima postada, tão realista que ninguém diz que é um desenho a lápis em papel.

Paul Cadden insiste que o hiperrealismo é mais que representar a realidade em um novo meio. Ao contrário, envolve criar a ilusão de uma nova realidade — uma realidade que mescla a aparência verossímil, semelhante a uma representação viva, e temas emocionais, sociais, culturais e políticos.

A exposição dos seus trabalhos está na Galeria Plus One, em Londres, juntamente com outros hiperrealistas. Acesse o link para ver outros desenhos: http://www.paulcadden.com/.


domingo, 18 de março de 2012

Hoje tem música na praça...

E que música! Um piano na noite, com Arthur Moreira Lima. Som de qualidade, ao vivo, graças a uma brilhante ideia do maestro e pianista: o projeto “Um piano pela estrada”, para o qual um grande caminhão adaptado carrega um belo piano de cauda, aparelhagem de som e tudo mais que é necessário para se transformar em um palco, em menos de uma hora, em qualquer lugar do Brasil.

Um presente para quem estiver hoje na Praça Antonio João em Dourados, MS, às 20h. Música, universal e brasileira, com a maestria de um pianista irretocável!

sábado, 17 de março de 2012

A ciência brasileira está mais pobre: faleceram César Ades e Aziz Ab'Sáber

Uma semana de perdas irreparáveis para a ciência nacional. O luto cobre a USP pelo falecimento de dois grandes cientistas: o psicólogo César Ades e o geógrafo Aziz Ab’Sáber.

Na quarta-feira, 14 de março, no Hospital das Clínicas em São Paulo, onde estava internado desde o dia 8 de março devido a um atropelamento (na Av. Brigadeiro Luiz Antonio, a duas quadras da Av. Paulista), faleceu César Ades, com 69 anos. Ele era professor livre-docente do Instituto de Psicologia da USP e uma referência mundial na área de pesquisa de comportamento animal. Saiba mais sobre César Ades clicando AQUI.

César Ades em uma foto recente, divulgada pelo IP-USP.

Na sexta-feira, 16 de março, faleceu Aziz Ab’Sáber (com 87 anos) em São Paulo, de causas naturais. Ele era pesquisador aposentado da USP e um dos maiores especialistas em geografia do país, além de um ativo cientista e profundo conhecedor de preservação ambiental e biodiversidade. A SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), instituição que Ab'Sáber presidiu de 1993 a 1995 e da qual era presidente de honra e conselheiro, publicou um texto detalhado sobre sua vida e obra na revista Ciência Hoje:

Aziz Ab'Sáber, ao receber o troféu Juca Pato 2011 de Intelectual do Ano / Foto de Silva Júnior - Folhapress





sexta-feira, 16 de março de 2012

“Olhares”, de Ton Barbosa

O Espaço Cultural TV Brasil Pantanal, em Campo Grande, está expondo Ton Barbosa e seus “Olhares”. A mostra de 21 telas do artista plástico traz sua produção mais recente, “Biguás da Itatiaia”, além de trabalhos anteriores: “Condutores de Alegria” e “Estudos com Guido”. Ton Barbosa revelou que tais “Estudos” foram feitos em uma lúdica parceria com seu filho Guido, que desde os nove anos desenha os traços que ele preenche com tinta acrílica. “Guido é uma criança especial, e para mim é uma verdadeira terapia nosso trabalho conjunto”, diz Ton.
Na abertura da exposição “Olhares”, em 15 de março, o artista plástico Ton Barbosa e seu filho Guido. / Foto de Fábio Aquino.


Saiba mais sobre o trabalho de Ton acessando:

Exposição “Olhares” de Ton Barbosa

Período: 15 de março a 15 de abril de 2012.
Local: Espaço Cultural TV Brasil Pantanal.
Endereço: Av. Desembargador Leão Neto do Carmo, s/n, Parque dos Poderes, Campo Grande – MS.
Horário de visitação: de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h.
Informações: (67) 3318-3818
ENTRADA GRATUITA

UMA DICA: O Espaço Cultural TV Brasil Pantanal está no roteiro do city tour de Campo Grande.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Felizes para sempre? Nada disso...


Essa história de “felizes para sempre” nunca me soou atraente, nem mesmo em conto de fadas. Uma vida inteira imersa em felicidade deve ser muito chata e alienante. Parece coisa de quem não age e nem pensa. Mas, enfim, meus heróis concordam comigo. Li recentemente a notícia: “Inconformados com a entediante sina de serem felizes para sempre, personagens de contos de fadas confabulam para mudar seu destino”.

A divertida reviravolta está em um livro escrito por Antonio Prata e ilustrado por Laerte, que será lançado em São Paulo no próximo sábado (dia 17). Quem for ao lançamento poderá participar de um concurso de fantasias, vestindo-se como seu personagem favorito de conto de fadas. Os prêmios serão dez ilustrações autografadas por Laerte. A propósito, Antonio Prata e Laerte também estarão fantasiados. (Tô morrendo de vontade de apostar que Laerte vai de “Bela Adormecida” ou de “Príncipe Encantado”).


Para melhor visualização da capa do livro (acima) e do convite (abaixo), clique sobre as imagens.

Lançamento do livro “Felizes quase sempre”, de Antonio Prata, com ilustrações de Laerte – Coleção Infanto-Juvenil – Editora 34, São Paulo, SP - 36 páginas – R$ 28,00.
Data: 17 de março (sábado)
Horário: das 11 às 14h
Local: Amoreira
Endereço: Rua dos Macunis, 510 – Alto de Pinheiros – São Paulo, SP.
Informações: (11) 3032-5346
ENTRADA GRATUITA

sábado, 10 de março de 2012

Wega Nery (1912-2007) nascia há 100 anos...

...em um ambiente dominado por “mulheres indômitas que desbravavam o sertão, enfrentavam ásperas jornadas de sol e ventos gelados, enchentes e o desconforto primitivo do Pantanal, desprezando as fraquezas e vaidades da cidade grande”.

Ao assim identificar a força de suas raízes maternas para o jornalista Leo Gilson Ribeiro, em 1975, Wega esclarecia que essas mulheres e o Pantanal marcaram sua obra. Reconhecida nacionalmente, a obra de Wega Nery ainda é pouco divulgada em seu estado natal: Mato Grosso do Sul.

Nascida em Corumbá, no dia 10 de março de 1912, ela foi enviada para estudar, ainda menina, em um internato na cidade de São Paulo. Madura, após os 50 anos de idade, viu-se transformada em uma referência nacional da pintura abstracionista lírica.

 “Entardecer em planuras luminosas” – óleo sobre tela de Wega Nery, 1987.

Sobre sua pintura, Drummond escreveu:

“A tona do mundo irrompem os mundos de Wega
violentos
verdenatais
vermelhoníricos
fazendo acordar a natureza.
O último?
O primeiro dia da criação inaugura a vida tensa em que a terra é sonho do homem
e a criatura descobre sua íntima
dramática estrutura.”

Carlos Drummond de Andrade, Rio, 1968.

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Para saber mais sobre a vida e obra da artista plástica, veja também:




Algumas obras de Wega Nery (1912-2007)

Assista virtualmente a uma exposição de pinturas de Wega Nery que foi realizada no espaço paulistano Lugar Pantemporâneo, no período de 23 de junho a 15 de agosto de 2009.

Conheça também que lugar é esse:


sexta-feira, 9 de março de 2012

“Wega Nery” – terra, água, fogo e ar – na análise de Jorge Anthonio e Silva


O autor Jorge Anthonio e Silva, jornalista e crítico, analisa a obra de Wega Nery (1912-2007) percorrendo-a a partir dos quatro elementos - terra, água, fogo e ar -, e acrescentando que a composição de sua pintura “é única na proposição do gozo da forma pela cor que lhe fez atingir a liberdade suprema de todos os interditos para a pintura, inclusive a natureza como elemento que anima sua paisagem, porque ela se tornou imaginária”.

O livro de 68 páginas, editado pela Pantemporâneo em 2009, reproduz 35 pinturas e uma série de frases colhidas de textos da própria Wega Nery e de entrevistas concedidas, tecendo considerações sobre diversos temas, tais como o aprendizado, a autenticidade, as cores, o desenho e sua expressão:

“Para mim, pintar é uma forma de acrescentar alguma coisa à vida, tão natural como um momento de vento e de sol, tão simples como uma flor que brota da terra.”

“Há sempre o triunfo do belo sobre a vulgar visão naturalista. Um simples homem é transformado em Deus pela visão de um grande artista.”

“Tenho muito mar dentro de mim. Foi ele que me trouxe de volta à realidade.”

“Eu queria umas duas vidas ou mais, para pintar de verdade o que aprendi nesta.”

“Desejo traduzir por meio de linhas, ritmos e cores esse mundo interior que vive em mim, uma constante procura de comunicação exterior. Se ao espectador conseguir transmitir algo de minha sensibilidade - um momento de poesia - terei sido recompensada em meu esforço.”

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Saiba mais sobre a vida e a obra da artista plástica:




quinta-feira, 8 de março de 2012

Para o entardecer do “Dia da Mulher”

Só para lembrar que a beleza feminina existe...

(...embora essa beleza tenha sido usada por séculos para justificar o uso da mulher como uma espécie de boneca construída para o deleite machista. Mas nem todos os homens têm sido tão estúpidos e ignorantes – e isso já é outra história...)

Ao som de Bach, no violoncelo de Yo-Yo Ma, assista essa mostra de 500 anos de obras-primas — um curta-metragem de animação montado por Philip Scott Johnson com a fusão de retratos famosos da arte ocidental. Ao apreciar a beleza dos olhares femininos, encontre aqueles que revelam a sedutora, a doce, a submissa, a forte, a indiferente, a meiga, a sedutora, a dissimulada, a plebeia e a rainha.

Olhares femininos... Quantos existirão e quem poderá decifrá-los, mesmo após 500 anos?


“Dia Internacional da Mulher” – celebração e luta!

Muito foi conquistado e ainda há muito mais a conquistar. Em pleno século 21, nem precisamos cruzar fronteiras para assistir cenas cotidianas de discriminação contra a mulher. No Brasil ainda existem empregadores e (quem sabe?) empregadoras que pagam salário menor que o do homem para a mulher na mesma função.

Seguimos atentas, lutando por dias melhores não só para nós, mulheres, mas para todos!

FONTE DA IMAGEM: Mafalda, desenho de Quino.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Arthur Moreira Lima, um piano na Praça Antonio João, em Dourados

Imperdível!
Um presente para nossos ouvidos e nossos corações:

domingo, 4 de março de 2012

Paca, tatu, cotia? Não! As propostas são: saci, tatu, jacaré, onça e Pelezinho!

Quem deve ser a mascote da Copa 2014?

O saci tem muito mais do que um fã-clube: tem a Sosaci, uma Sociedade dos Observadores de Saci – fundada na cidade de São Luís do Paraitinga (SP) e registrada desde 2003 –, que faz uma intensa campanha pela internet. Com atitude de expert no assunto, o site da Sosaci é rico em informações coletadas pelos “saciólogos” sobre essa criatura fantástica que povoa o imaginário nacional. Hoje encontrei a seguinte justificativa para a mascote da Copa de 2014, no site da sociedade:
http://www.sosaci.org/index.html

“Que tal começarmos já uma campanha para que a mascote seja o Saci? Veja as vantagens: Primeiro, não seria preciso pagar direitos autorais a ninguém. No máximo, o que poderia ser feito é um concurso para cartunistas etc., para escolher o melhor desenho. E por que o Saci?
— Ele é a síntese da formação do povo brasileiro: É o mito brasileiro mais popular, o único conhecido no Brasil inteiro (Boitatá, Curupira e mesmo a Iara requerem explicações quando a gente fala deles, em alguns lugares. O Saci não).
— É o típico brasileiro: mesmo pelado e deficiente físico, é brincalhão e gozador.
E tem mais:
— No início era um indiozinho protetor da floresta. Tinha duas pernas.
— Depois foi adotado pelos negros e virou negro. A perda de uma perna tem várias histórias. Uma delas é que ele foi escravizado, ficou preso pela perna, com grilhões, e cortou a perna presa. Preferiu ser um perneta livre do que escravo com duas pernas. É um libertário, então.
— Dos brancos, ganhou o gorrinho vermelho, presente em vários mitos europeus. O gorrinho vermelho era também usado pelos republicanos, durante a Revolução Francesa. Na Roma antiga, os escravos que se libertavam ganhavam um gorrinho vermelho chamado píleo.
Só não tem orientais nessa história porque eles chegaram mais tarde, já no século XX. Mas dizem que já foi visto um Saci de olhinhos puxados, no bairro da Liberdade, o Sashimi. Você pode entrar no sítio da Sosaci que tem um monte de histórias de gente que viu o Saci, inclusive esse Sashimi (é a quarta ou quinta história).
Então, olha aí uma proposta, pedido, convocação ou sei lá o quê: entre nessa também. Se você topar, vai ser uma baita força. Ajude a divulgar esta idéia e, se tiver condições, escreva, fale com quem tem espaço na mídia para que declare sua adesão nos jornais, revistas, rádio, TV, blogues etc.
Já pensou o Saci em camisetas no mundo inteiro? Ele provocaria muito interesse dos outros povos para a cultura popular brasileira. Coisa que esses símbolos bestas (como o dos Jogos Pan-americanos) não fazem.”


Outra “espécie nacional” cotada para ser mascote é o tatu-bola. Não é um mito, faz parte da nossa fauna nativa e está ameaçado de extinção. Considerado o favorito dos cientistas, esse tatu tem uma ONG dedicada à preservação ambiental, a Associação Caatinga, como sua principal defensora e uma vantagem adicional para ser mascote da Copa: a “bola”. Veja a justificativa da ONG na sua proposta:

“Depois de 64 anos, o Brasil volta a ser palco do maior espetáculo esportivo do planeta: a Copa do Mundo de Futebol e qualquer mascote que seja escolhido para o evento deve mostrar a ‘cara’ do Brasil e a ‘cara’ do nosso futebol. A Associação Caatinga, instituição que defende a valorização e a proteção da nossa biodiversidade, tem como proposta de mascote um animal muito especial e peculiar que só existe aqui no Brasil: o tatu-bola (Tolypeutes tricinctus), assim chamado devido à habilidade de curvar-se sobre si mesmo para se proteger, quando ameaçado, ficando no formato de uma bola. De hábito noturno, alimenta-se de formigas, cupins, aranhas e frutas. É o tatu mais ameaçado do Brasil e a sua caça já o fez desaparecer de muitos estados. Uma espécie só nossa, de comportamento tão peculiar, que poderia abrilhantar a copa, mostrando ao mundo a nossa rica natureza e o nosso compromisso com a biodiversidade, além de sensibilizar o povo brasileiro para a defesa e a proteção da nossa natureza. Esse gracioso animal tem no nome a principal protagonista do futebol: a bola. Mascote perfeito para a nossa Copa. Divulgue!”
http://www.acaatinga.org.br/index.php/2012/3881/

Li recentemente na Folha de S.Paulo que o tatu-bola é o animal favorito da maior parte do comitê organizador da Copa de 2014 para o posto de mascote, mas existem outros concorrentes: o jacaré e um felino, provavelmente a onça, além do personagem Pelezinho, criado pelo desenhista Mauricio de Sousa em 1976.


Segundo o que o desenhista declarou na imprensa, esse personagem dos quadrinhos representaria “tudo do mundo do futebol, incluindo nosso maior atleta e a lembrança que os estrangeiros têm do Brasil.”

Taí! Saci, tatu, jacaré, onça ou Pelezinho? Um exercício mental digno da preguiça de um domingão... Há momentos que me dá uma vontade danada de também propor uma mascote: Macunaíma!

quinta-feira, 1 de março de 2012

Palavras? Ou somente letras soltas? Depende de como se vê.

Andando por alguns becos e vielas, me surpreendi com paredes, muros e postes pintados com cores fortes contendo, em branco, várias letras, ao acaso, parecendo um recado inacabado. Um “d” pela metade... Ou seria um “o” ou um “c” apenas começados? Ao fundo, uma letra “u”...

Foi quando, após uma breve curva, olhei para trás e me deparei com uma palavra inteira, leve, que parecia flutuar no beco:



DOÇURA... O efeito era muito bonito e enchia de alegria aquele beco da Vila Brasilândia, onde fica uma das maiores favelas de São Paulo. Como isso foi feito e por quê? Descobri que era um trabalho de um grupo espanhol chamado “Boa Mistura”, desenvolvido no mês passado pela comunidade da vila, com a criação e supervisão de cinco artistas do grupo que trabalham com arte urbana. A lúdica e colorida proposta, tão boa que parece uma simples brincadeira, recebeu o nome de projeto “Luz nas Vielas”.

E essa luz encheu de cores a favela. Palavras como amor, doçura, firmeza, orgulho e beleza foram pintadas de branco, por cima das cores fortes. Cada pintura foi planejada para que, de perto, seja apenas uma palavra distorcida, fragmentos de letras. Somente a uma certa distância, na medida em que a perspectiva muda na visão de quem transita pela viela, a palavra emerge inteira, intensa.

BELEZA surge de repente...



E até dá pra desmanchar o ORGULHO, rapidinho...



Mas quem gostou mesmo foi a molecada da vila, que também ganhou aulas práticas sobre cálculo e perspectiva. E as aulas não ficaram muito caras... só poucas horas com removedor de tinta e a pele ardida. Um preço insignificante pra quem riu muito, brincou, passou a entender de desenho geométrico como poucos e mostrou que sabe o que é FIRMEZA!...



Aprender a enxergar ao longe... Outra grande aula!


FONTES DAS IMAGENS: BBC-Brasil e Trends Now Net

 

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