segunda-feira, 30 de abril de 2012

Cecelia Webber – fazendo arte com corpos humanos


A princípio parece ser simplesmente uma foto de flores. Ao prestar mais atenção, o observador percebe alguns braços e mãos... e assim começa a diversão: identificar quais partes do corpo formam a imagem.

Pétalas, pistilos e hastes florais podem ser torsos humanos dos mais variados tamanhos. Dezenas de pernas agrupadas simulam brácteas de margaridas. Cinco cabeças ficam perfeitas como o miolo de uma outra flor. E por aí vai... Percorra cada foto e divirta-se!


Para ampliar, clique sobre a foto.






No site da fotógrafa Cecelia Webber há muito mais, inclusive uma divertida coruja feita quase totalmente com o contorno de centenas de bundinhas – nem todas diminutivas:


domingo, 29 de abril de 2012

“Game of Thrones”: uma série de TV para adultos!


Envenenamentos, alianças e traições, violência, duelos, guerras, dragões, sexo selvagem, feitiçaria, incesto e mais, muito mais, estão no jogo pelo poder em Westeros – um mundo imaginário, semelhante à Europa medieval, onde um rei governa sete reinos e o inverno pode durar anos ou até mesmo décadas.

A história foi criada originalmente por George Raymond R. Martin, escritor americano, em sua série de ficção “A Song of Ice and Fire” (traduzido como “As Crônicas de Gelo e Fogo” no Brasil). Com o título “Game of Thrones”, derivado do primeiro livro da saga, a série de TV foi criada por David Benioff e D. B. Weiss para a HBO, com coprodução de George Martin.

Em sua segunda temporada, “Games...” vai ao ar todo domingo às 21h (horário de Mato Grosso do Sul). Assista a seguir uma das sete edições da apresentação dos créditos. Cada uma delas tem acréscimos ou exclusões de castelos e reinos, conforme o desenrolar da trama. E às 21h, não se esqueça de tirar as crianças da sala. Quem recomenda é um dos protagonistas da série, em recente viagem ao Rio de Janeiro para divulgar o lançamento da nova temporada:

“Game of Thrones” é como o “Senhor dos Anéis” para adultos. Não deixem seus filhos assistirem!

Kit Harington
O ator que vive Jon Snow, o filho bastardo de Ned Stark em “Game of Thrones”



sábado, 28 de abril de 2012

Hoje tem contação de histórias

É assim... Em alguns sábados a livraria LeParole nos presenteia com contação de histórias.
Que coisa boa!

Tome nota, tire a criançada de frente da TV e vá:
LOCAL: Livraria LeParole
ENDEREÇO: Rua Euclides da Cunha, 1126 - Campo Grande - MS
HORÁRIO: das 10h30 às 11h30
TELEFONE: (67) 3043-5100
ATIVIDADE GRATUITA (mas não tem preço para quem é criança por dentro e/ou por fora)


sexta-feira, 27 de abril de 2012

Como é sua vida em um dia qualquer?


Pensando sobre as inúmeras possibilidades de respostas, o cineasta Ridley Scott decidiu produzir um filme com imagens captadas ao redor do mundo através das câmeras de... usuários do YouTube! E assim nasceu o projeto “A vida em um dia”.

No dia 24 de julho de 2010, mais de 80 mil pessoas enviaram vídeos de seu dia a dia ao YouTube para participarem do projeto. Baseado em 4 500 horas de imagens de vidas anônimas, o longa metragem já está pronto – foi dirigido por Kevin MacDonald – e estreou recentemente em São Paulo, no Espaço Itaú de Cinema da Frei Caneca. Enquanto esperamos (aqui do outro lado do rio Paraná), vale a pena conferir um fragmento de como pode ser um dia qualquer na vida de alguém:


terça-feira, 24 de abril de 2012

O “Leilo Dom” será no dia 12 de maio



Se você está em Dourados, MS, ou vai passar por lá, anote essa dica do coração: no dia 12 de maio de 2012 (um sábado!) acontecerá a nona edição do LEILO DOM.

Se você ainda não conhece a história desse evento beneficente, leia o artigo “Leilo Dom: um leilão que doa um pouco de você”.


segunda-feira, 23 de abril de 2012

Livro, presente de amigo!



Hoje, 23 de abril, é comemorado como o “Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais”.

Essa data foi instituída em 1995 pela UNESCO. A escolha do “Dia do Livro” não foi aleatória: em 23 de abril de 1616 faleceram Cervantes e Shakespeare, dois destaques da literatura universal. Na Espanha, na mesma data, é comemorado o Dia de São Jorge, tendo a rosa como símbolo do amor e o livro como símbolo da cultura. Por isso, nesse dia é comum ofertar aos amigos um livro e uma rosa.

domingo, 15 de abril de 2012

“Rápido e rasteiro”, de Chacal




vai ter uma festa
que eu vou dançar
até o sapato pedir pra parar.

aí eu paro
tiro o sapato
e danço o resto da vida.



FONTE DA IMAGEM: “Dancing girl”. Foto de Jack Barnosky

sábado, 14 de abril de 2012

Tereré com gente jovem antenada com questões ambientais...


quinta-feira, 12 de abril de 2012

“Tapa na cara”, texto de Ana Elisa Ribeiro


Outro dia tinha uma menina batendo na cara de uma professora na TV. Era um vídeo ruim, filmado por um celular, numa sala de aula. Era um flagrante de falta de educação, de arrogância, da formação de uma delinquente. Não sei o que era aquilo. Mas eu não acho que fosse novidade alguma. Lembro de estagiar em uma escola privada da moda, em Belo Horizonte, e de ver um garoto atirar um sapato no professor, quando este virou as costas para sair da sala. Não acertou. Se não acertou, ninguém fez nada. O ato não se consumou, não é mesmo? Mas aí isso era todo dia. E todo estudante deve ter essas vontades um dia. Raiva da prova, raiva da nota, raiva das proibições.

Outro dia, eu estava almoçando e assistindo a um desses programas sensacionalistas regionais (cuja fórmula é copiada em todos os estados). E, de repente, uma menina bateu na professora, dentro da sala de aula. Apuraram lá que foi por causa de um bilhete que a professora confiscou. Mas a aluninha não pode ser contrariada, certamente se acha poderosa demais. Quem é aquela professora chulé (que só deu pra ser professora na vida) para proibir alguma coisa? Então ela vai lá e dá um tapa na docente. E não há reação. A professora não bate de volta. A professora se contém, claro, porque o sangue deve ter fervido.

Já levou um tapa da cara? Ferve tudo, esquenta a ossatura. Dá uma espécie de dormência no rosto inteiro, uma vergonha enorme, uma vontade imensa de reagir. Ninguém gosta de tapa na cara. Levei tapa na cara, sim, mas do meu pai. Naquela época, isso era um negócio assim meio comum. Pais e filhos eram uma espécie de antagonistas naturais. Não era como hoje, que você negocia, conversa e resolve como se a relação fosse simétrica.

Ah, me desculpem aí os empolgados de plantão, mas não é. Essa relação não é simétrica. Pais são pais. Filhos são filhos. E eu não digo que não possam aprender uns com os outros. É claro que podem. No entanto, uns são autoridades, outros, não. Já dizia alguém que li por aí: estamos vivendo o filharcado.

Eu fiquei estarrecida com aquela adolescente doentiamente arrogante batendo na professora. Eu fiquei impressionada com a cena e com a facilidade com que a coisa ocorreu. Fiquei perplexa com isso. Mereceu “mídia” e tudo, pois é. Não sei o que mais merecerá. A garota ficou sob os cuidados do conselho tutelar ou sei lá eu. Mas e a professora? Aos cuidados de quem?

O Estado sai de tudo o que ele pode. Saiu da educação e da saúde há tempos. Saiu da segurança pública. Retirou-se de tudo quanto pode. E vai se retirar mais. Vez ou outra me pego pagando em dobro qualquer coisa: meu oftalmologista ou a escola do meu filho. Bem, mas fico pensando: há coisas que se ensina a uma criança dentro de casa. O respeito aos outros, por exemplo. E o respeito ao professor, então.

Aquela menina me fez sentir uma espécie de ódio generalizado. Como assim? Eu me imaginei me levantando para estapear meu professor, em qualquer série que fosse. Também não acho que a assimetria nessa relação deva abrir espaços para o contrário. Levei reguada na cabeça de professora irritada. Não admiro os tempos da palmatória e da decoreba. Nada disso. Mas não entendo que a vara se tenha curvado para o lado tão oposto.

Como são difíceis estas relações. Se a guria se atreve a bater na professora, fico me perguntando, o que faz com os pais? Os tem? Bate neles? E com os colegas? E se fosse um professor? O que aconteceria naquela sala de aula? O que faz um professor?

Meu colega Edvaldo Couto dizia, no Twitter, que se sente meio irritado com essa história de que as relações na escola, entre alunos e professores, devam se dar na base da amizade, do afeto e discursos semelhantes. Dizia Edvaldo, em menos de 140 caracteres, que a relação docente/discente se funda no conhecimento. Demos o aval eu e outros participantes daquela rede. Mas como chegar a essa conclusão? Como fundar relações no conhecimento se ele está relegado ao segundo ou terceiro ou quarto plano?

Nunca me disseram direito em que consiste a profissão de professora. Fiz lá aquelas disciplinas na Faculdade de Educação, inclusive Didática e Práticas de Ensino. Nunca me descreveram direitinho o que eu deveria fazer. Pus os pés na escola de verdade, um dia, e levei o mesmo susto que sei que muitos de meus colegas levaram. Essa é uma fase crítica, em que muita gente se decide por mudar de profissão. Sim, era um choque chegar à escola real, em funcionamento. Talvez tenha sido assim em qualquer época, mas sabe-se que as coisas mudaram, e mesmo para melhor, em muitos aspectos. Mas as coisas também pioraram, em outros.

O poder da juventude, o acesso à informação e às tecnologias, a agilidade, uma espécie de inteligência coletiva, o culto ao jovem como se ele fosse a referência para tudo... inclusive o culto estético. Tudo isso me dá uma imensa preguiça. A arrogância que isso causa não tem precedentes. Estapear uma professora é um fenômeno contemporâneo. Bom, vamos lembrar: alunos sempre ameaçaram professores. Muito antes do computador, lembro-me dos carros arranhados no pátio e dos alunos que falavam em esvaziar pneus. Sim, o professor sempre foi alvo de amor e ódio. O professor não foi sempre a figura amada, mas também não aquela mais digna de piedade. O professor já foi respeitado e já, inclusive, teve salário digno, mesmo trabalhando em escolas públicas.

Mas esse tempo do prestígio foi apagado. Completamente, penso. A representação que se faz do docente hoje é outra, bem outra. Lastima-se abertamente o calouro aprovado em curso de licenciatura no vestibular. Lamenta-se a carreira ingrata daquele que lecionará, ao menos na escola básica. A “elite” do professorado, se der conta, alcançará o ensino superior, onde as condições parecem, friso que apenas se parecem, um tantinho melhores.

A garota bateu na professora. Eu senti aqueles dedos impertinentes na minha cara. Mas a maioria das pessoas não se preocupará com isso. Talvez por um segundo, ali, enquanto almoçam pensando nas cenas do Big Brother. É assim. Peso quase algum para as questões do professor.

Um professor deveria, em primeiro lugar, estudar. Deveria ser um estudioso de seu tema. Um leitor voraz de sua bibliografia (que não para de crescer). Um escritor contumaz de seus textos específicos. Um professor deveria preparar suas aulas, pensar no que dizer, saber como organizar o conhecimento e a informação. Um professor deveria dar suas aulas, ler e avaliar os trabalhos dos estudantes, orientar pessoas. Um professor deveria fazer tudo isso em doses cabíveis. E, ao final do mês, deveria receber por seu trabalho essencial um salário que comprasse suas boas férias, sua viagem de lazer, os uniformes de seus filhos e as despesas de sua residência digna.

Mas isso está muito além dos sonhos. Isso é piada diante do que realmente ocorre à maioria dos colegas. Além de não comprar livros e de não ter tempo de preparar suas aulas, o professor precisa ainda lidar com um calendário de esforços infinitos. Aqueles que pretendem produzir e se preparar para os cursos que darão gastam suas férias e seu lazer cumprindo o que não consta de seus horários de trabalho. E lastimam a indecência de suas contas bancárias e talvez se arrependam de suas escolhas no vestibular. Bem, aquelas pessoas jocosas tornam-se profetas.

As meninas que batem em professoras, assim como os meninos, proliferam por aí e pensam ter razão. Aliás, elas têm certeza de sua razão. Elas serão qualquer coisa, menos professoras. Isso é coisa de quem não teve boas oportunidades na vida, não é mesmo?

Ana Elisa Ribeiro – 23/março/2012

[Crônica clipada do Digestivo Cultural]
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Sobre a autora: Ana Elisa Ribeiro é doutora em Linguística Aplicada (Linguagem e tecnologia) e mestre em Estudos Linguísticos (Cognição, linguagem e cultura) pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde também se bacharelou e licenciou em Letras/Português. É pós-doutora em Comunicação pela PUC-Minas (2009-2010), com pesquisa sobre layout e leitura. É professora do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG), onde ministra disciplinas na graduação e no mestrado em Estudos de Linguagens, além de ser editora-chefe da revista Educação & Tecnologia e coordenadora geral de divulgação científica e tecnológica. Presta assessoria na área de edição, tendo atuado em diversas casas editoriais mineiras. Como pesquisadora, trabalha na interface entre linguística, comunicação, design e educação. Tem diversos textos publicados em livros e revistas, especialmente com relatos de pesquisa em temas como tecnologias e educação; história das tecnologias da escrita e da leitura; formação e atuação de editores e revisores; multimodalidade e leitura; design, usabilidade e leitura; letramentos e novas tecnologias. Também se dedica à produção cultural como cronista do Digestivo Cultural (São Paulo) desde 2003 e do jornal Letras (Belo Horizonte) desde 2007. É autora de livros de poesia e de publicações literárias coletivas no Brasil e em Portugal.

[Fonte do texto sobre a autora: Currículo Lattes de Ana Elisa Ribeiro.]

sábado, 7 de abril de 2012

Uma crônica de Páscoa: "A velha jabuticabeira"


Ela foi totalmente serrada. Não sobrou um único pedaço visível. Era uma bela e frondosa jabuticabeira que florescia dando frutos doces como o mel e que um dia, já velha, foi substituída por um muro. Algumas fileiras de tijolos, cimento, reboco... Um muro frio e seco.

Argamassa no lugar de polpas saborosas e suculentas. Que troca! Mas as linhas retas de demarcação de propriedade eram mais importantes que uma tortuosa senhora jabuticabeira. E ela, sem conhecer os limites dos homens, vicejara exatamente na divisa de propriedades vizinhas. Pagou caro: foi ceifada, sem piedade.

Os anos se passaram e as posses mudaram de mãos, de escrituras, de controle. Os meninos que haviam se fartado de comer jabuticabas, cresceram, tiveram filhos, tornaram-se respeitáveis proprietários. E o muro envelheceu.

No mesmo lote sobraram duas outras jabuticabeiras que, ao acaso, haviam nascido longe dos limites murados. Estas foram poupadas. E cresceram. Mas seus frutos não eram bons, não tinham sabor. Estavam sempre bichados e pareciam cheios de areia. Apesar de produzirem jabuticabas imprestáveis, as árvores, viçosas, foram mantidas no jardim do novo prédio. Eram esteticamente interessantes, convenientemente decorativas, e isso bastava. Ninguém se incomodava com seus frutos intragáveis. Ninguém mais comia jabuticaba no pé.

As jabuticabeiras são árvores leves que adoram balançar seus ramos finos, rendados por inúmeras folhas miúdas. São seres alegres e dançantes. Não perdem um só acorde do vento e rapidamente sacodem suas cabeleiras verdes.

Muito práticas, desenvolveram flores e frutos que vicejam firmemente agarrados a seus troncos. Evolutivamente, se adaptaram para serem dançarinas sem derrubar nenhuma flor. Bailam e saracoteiam seus finos braços e a densa copa sem perder um único fruto. São sábias, pois do jeito que balançam e sacodem, se fossem mangueiras derrubariam todas as mangas ainda verdes, filhotinhas. Mas são jabuticabeiras: membros da “minha” família botânica, a das Mirtáceas, que inclui as pitangueiras. (Saiba que eu e outras Eugênias somos seus parentes próximos. Tenho orgulho em tê-las como primas!)

Um dia, sem alarde, aquele velho muro começou a descascar. Foi rebocado, retocado, pintado. Não se passou uma semana e já estava pedindo reparos novamente. Vieram o síndico e o jardineiro, olharam, mexeram, conversaram e decretaram: “Trabalho malfeito!”.

O pedreiro foi chamado e obrigado a repetir a obra, apesar de ter posto a culpa no cimento de má qualidade que o síndico havia comprado. A situação se repetiu. Veio o engenheiro e examinou: não era umidade nem infiltração. E o muro descascava novamente, sem ninguém saber por quê.

Fizeram uma reunião do condomínio e o assunto principal foi o muro. Resolveram cobri-lo com hera. Mas a trepadeira não vingou. Nos locais em que as gavinhas aderiam, o reboco se desprendia. Por puro cansaço, o muro caiu no esquecimento. Todos passaram a evitar aquela parte do jardim.

E chegou a Páscoa. Na busca por ovos de chocolate, as crianças vasculhavam todo o pátio do prédio. Mas não encontraram seus presentes comprados pelos pais. Encontraram jabuticabas, grandes e suculentas, saborosas, sem bichos e sem gosto de areia. Eram centenas delas, aderidas a uma jovem e forte jabuticabeira que arrebentara o muro e renascera.

Há pessoas que são como essa jabuticabeira: têm a capacidade de romper couraças e renascer. E quando estão presentes influenciam as demais pessoas com sua doçura e sua força. E eu, que hoje sou um rebroto de pitanga, quero ser uma árvore quando crescer. Não sei se darei bons frutos, mas garanto que vou dançar sempre que puder.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

CDs descartados se transformam


Sean Avery, um jovem australiano, artista plástico e ilustrador de livros infantis, cansou-se de encontrar tantos CDs no lixo e começou a levá-los para casa. Daí foi um passo para a criatividade aflorar...

Imagens de bichos e mais bichos, uma estrutura em tela de arame, uma tesoura afiada, CDs recortados, cola quente e o resultado: um Falcão Peregrino (com 50 cm de envergadura e 25 cm de altura). Foi a primeira peça produzida por Sean, para uma exposição encomendada pela Scitech.

Conheça o escultor e seus trabalhos:



quinta-feira, 5 de abril de 2012

Páscoa... com livros!



Todo ano abrem-se as páginas da mesma história: “Os ovos de Páscoa” – com seu prólogo estimulante, capítulos extasiantes... e um epílogo de certo arrependimento. É difícil ficar somente na primeira mordidinha. E a balança cobra pesado depois. Adorei a proposta da Livraria “Canto das Letras” e decidi que neste ano vou mudar! Livros e mais livros, sem culpa, sem peso extra e sem nenhum, absolutamente nenhum arrependimento.

Presentear amigos e a mim mesma, com livros! Uma ideia tão gostosa quanto (ou mais que) chocolate. Um ovo de Páscoa pode até suprir meus desejos imediatos, saciando minha avidez por chocolate, sem trazer nada mais. Mas um livro... Um bom livro pode saciar meus desejos mais profundos, aqueles que vão bem além do que percebo com meus cinco sentidos. Um livro não mata a fome e tampouco a gula opulenta, mas nutre a vida e liberta a alma.

Já vi paisagens e construções que meus olhos jamais vislumbraram ou poderão vir a enxergar. Ouvi sons inaudíveis. Toquei texturas que meus dedos e minha pele desconheciam. Já fiz viagens por terra e por mar, já visitei planetas absurdamente distantes e já experimentei receitas inesquecíveis. Na imaginação e no prazer da leitura, aromas e sabores são inigualáveis. Os livros rompem os limites da realidade. Nunca me esqueci do que foi experimentar as descrições de Arthur C. Clarke e voar até o “Encontro com Rama”.

E ainda vou ter dúvidas do que é melhor para um amigo? Entre um ovo de Páscoa e um livro... por favor, que seja um livro!

Feliz Páscoa!



 

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