Caio Vilela é um fotógrafo como poucos, com olhar
calibrado e sensível. Seu último livro, “Futebol-Arte do Oiapoque ao Chuí”, lançado na semana
passada em São Paulo, reúne imagens de peladas captadas nos 27 Estados do
Brasil: suas capitais, seus cartões-postais e seus rincões distantes e pouco
conhecidos. Com texto de Eduardo Petta e prefácio do ex-jogador Zico, o livro apresenta
um rico mosaico do futebol de rua, a pelada – uma arte popular e desregrada –,
e a beleza de cada jogo, jogador ou jogada. Faz ainda um recorte humano do
esporte, em que convivem a emoção de estar junto, o entusiasmo da vitória e, por
vezes, a solidão do campo vazio e da bola furada.
O conjunto de
imagens produzidas registra momentos singulares, dourados para a infância ou
juventude de algum talento não reconhecido. Foram nove meses de trabalho,
viajando pelo Brasil, em busca desse fenômeno diário, porém efêmero,
diretamente ligado ao brilho nos olhos do brasileiro. Para o fotógrafo, a
viagem revelou-se um prazer e uma aventura repleta de descobertas, que renderam
uma coleção de momentos memoráveis.
Mais do que um
livro, “Futebol-Arte do Oiapoque ao Chuí”, é a celebração de um esporte que se
tornou a grande paixão do brasileiro, que se renova dia a dia, a cada jogada,
em cada campinho de norte a sul do país, com crianças, jovens, adultos e
idosos. O brasileiro nunca se cansa do futebol. Esta é a sua arte.
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sobre a obra de Caio Vilela: