sábado, 28 de setembro de 2013

Brincando de fazer trovas com a amizade



Amigo é coisa pra se guardar no lado esquerdo do peito...
Como um presente intocado, chaveado em relicário perfeito.

Mas meus amigos não quero somente “guardar”.
Quero encontrá-los sempre, com uma alegria de contagiar.

Quero visitá-los mais, sem o constrangimento da primeira vez,
sem rapapés, afetações e tampouco um abraço cortês.

Com a liberdade de velhos amigos, daqueles de muito tempo...
Que ao correrem pro abraço sentem o prazer infantil de uma lufada de vento.  

Quero beijá-los mais, como as crianças se beijam.
Fotografá-los, muito, para que todos os vejam.

Brindá-los, comemorando a vida... cotidianamente.
Tocá-los mais, como uma garoa, mansamente.

Ouvi-los, mais e mais, até aprender a doçura de calar e escutar.
Festejá-los, sempre, como um moleque feliz que aplaude a gargalhar.

Olhá-los, aos poucos, profundamente, com os olhos da alma.
Deixá-los gritarem mais, com toda calma.

Conversar muito... bobagens, verdades, mentiras, até perder a hora.
Confortá-los sempre, segurando o choro pra tristeza ir embora.

Encontrá-los várias vezes, após um dia, uma semana ou mês.
E entendê-los mais, em grupo ou a sós, um de cada vez.

Enfim, vivenciá-los sempre, com a mente e o coração...
...mesmo que o tempo e a distância digam não!

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Foto clipada da página do Facebook da “Escola Jatobá” – Barão Geraldo – Campinas, SP.



 

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