quarta-feira, 17 de julho de 2013

Ilton Silva expõe em Ponta Porã, MS

O artista plástico Ilton Silva retorna à sua cidade natal, expondo telas a óleo no espaço cultural do Hotel Pousada do Bosque, em curta temporada – de 18 a 24 de julho –, na companhia de Juan Angelo Antunes e Katia D’Angelo. Uma exposição imperdível! Uma das telas de Ilton, da série “Cores e Mitos”, ilustra o convite.

Saiba mais sobre o artista e sua obra:




terça-feira, 16 de julho de 2013

Jornalismo e revistas femininas, artigo de Roxana Tabakman

SAÚDE E BELEZA

Jornalismo com contraindicação nas revistas femininas


Por Roxana Tabakman em 16/07/2013 na edição 755 do Observatório da Imprensa

Na capa, uma chamada atraiu os meus olhos: “Células-Tronco - As novidades para deixar o rosto jovem em minutos”. Como nasci mulher e loira, ou seja, sou geneticamente incapaz de ter senso crítico, e além de tudo os 50 anos estão mais perto do que longe e sei que o Photoshop não presta para o dia a dia, fui direto à matéria. Maravilha! As células-tronco prometem corrigir tudo! Leio: “devolver à pele o viço, elasticidade e corrigir defeitos da idade”. Também vou guardar a revista para minha filha adolescente, porque – segundo o artigo “Células-tronco para uma pele jovem”, da revista Corpo a Corpo (Editora Escala) – a injeção também melhora as cicatrizes da acne e outros defeitos da pele. Na visão sobre o assunto oferecida pela repórter que entrevistou a dermatologista Dayse D’Ávila, o método é simples e seguro.

Porém, mulheres, alguém tem que contar como é a realidade, mesmo que seja ruim. O que diz a matéria não é tudo verdade. Especialmente a última palavra: seguro.

Deixo para os estudiosos da comunicação avaliar a peça jornalística pelo Index of Scientific Quality (Índice de Qualidade Científica) e dar um resultado entre um (baixa qualidade) e cinco (alta qualidade). Para isso, eles terão que medir o grau de clareza do texto em relação a seu público-alvo, a distinção clara entre opiniões e informações, o nível de evidência e credibilidade das fontes utilizadas, o fundamento em relação a suas afirmações e ter comprovado que apresenta claramente os benefícios e riscos.

Porém, como o que melhor sabemos fazer os jornalistas é contar histórias verdadeiras, vou contar uma, publicada na Scientific American, que vai ajudar os leitores a dar o seu veredicto.

Era uma vez uma mulher que chegou numa luxuosa clínica estética da Califórnia, The Morrow Institute, reclamando que não conseguia abrir o olho direito. Quando o médico pediu para ela tentar, ela reclamou de dor. Alem do grito, do corpo da mulher saiu outro som, como se fosse uma música rítmica, feita com castanholas. O cirurgião, Allan Wu, convidou-a logo para ir ao centro cirúrgico. O que ele achou ao cortar a pele, entre a sobrancelha e o olho, ninguém esperava.

As pinças cirúrgicas começaram a extrair pedaços de osso, um depois de outro... demoraram seis horas para acabar. O inexplicável era que os ossos estavam isolados, e o crânio não tinha nenhuma fratura. Um enigma para a ciência? Não por muito tempo. A resposta estava no prontuário.

Três meses antes, a mulher tinha recebido – em troca de 20 mil dólares – injeções de células-tronco em uma clínica de Beverly Hills. Como na técnica recomendada na matéria brasileira, as células tinham sido obtidas da própria gordura da paciente, da região abdominal. A única diferença é que as células-tronco foram colocadas junto a um material de recheio clássico, que contém um mineral (hidroxiapatita de cálcio). O procedimento médico tinha dado bons resultados estéticos. O problema estava na natureza.

O que aconteceu foi que as células-tronco (que em condições normais não estariam lá) aproveitaram o mineral disponível (que se não fosse pelo procedimento estético também não estaria lá) para construir pedaços de osso (que, logicamente, não deveria crescer ali). Ou seja, tendo os elementos, a natureza simplesmente atuou segundo as suas próprias e conhecidas regras. Pena que não era o que a mulher esperava.

As células vivas não são um remédio como qualquer outro. Células-tronco são celebres porque podem se transformar em diversos tipos de tecido. Isto tem sido obtido em laboratório e, em alguns casos como o relatado, no corpo dos pacientes. O lado B desta terapia biológica é que as células-tronco podem diferenciar-se em tecidos que não sejam os desejados, podem crescer de forma pouco controlável, podem gerar cartilagem, osso, ou outros tipos celulares, sem que se possa controlar a quantidade e o formato. É por isso, justamente, que ainda não estão permitidas na prática médica. Porque ainda há muita insegurança no processo, não pelos resultados estéticos.

A história relatada começa no ano de 2009. E acaba? Ninguém sabe. As células-tronco ainda estão lá. “Pode acontecer de novo”, advertiram à paciente arrependida. Paradoxos dos tratamentos biológicos: têm uma aura de saudáveis que nem sempre tem correspondência com a realidade.

Da história americana há muitas leituras, entre elas a de que terapias com células-tronco potencialmente perigosas se oferecem como tratamento de beleza até nos países mais sérios. No Brasil, é sabido que há profissionais oferecendo tratamentos com células-tronco sem ter havido sequer consenso sobre sua validade prática. E, afinal de contas, não é aceito pelas autoridades de saúde. Os pacientes podem cair na armadilha por pensar que, se um tratamento é oferecido em um consultório bonito, e o profissional até der um recibo pelo pagamento, é evidente que se trata de uma prática legal. Porém, no Brasil, como em muitos países, não há uma lista de procedimentos permitidos ou proibidos, e todos são cientes disso: falta fiscalização para impedir a comercialização de terapias não comprovadas. (Voltando ao caso americano, qualquer médico no Brasil pode colocar as células-tronco junto ao mineral, como no exemplo dado, porque não há um método único recomendado pelas associações profissionais).

Um paciente pode ser enganado por um médico que desrespeita as regras. O jornalista não pode, ele é responsável pelo que publica. A imprensa generalista pode não saber de tudo, mas tem que saber entrevistar. A resposta da pergunta certa para esta matéria é que a única terapia com células-tronco comprovada e aprovada no mundo para uso em humanos é o transplante de medula óssea. O resto é experimental. O que significa? Muitas coisas; entre elas, por exemplo, que não há garantias. E que se alguém fizer, tem que ser gratuita.

Entre nós

Todas as revistas femininas dedicam a maioria das suas páginas – excetuando moda – a assuntos relacionados à saúde. O interesse das leitoras pela medicina não é mais do que um reflexo de uma mudança de atitude na qual os pacientes se encarregam de sua própria saúde e buscam informações em todas as fontes possíveis. As mulheres ainda mais, responsáveis pela saúde de varias gerações da família.

O contato entre a mídia e as vozes especialistas é, por sua vez, cada vez mais fluido, facilitado pelas assessorias de imprensa cada vez mais populares no setor médico. Porém, em muitos casos, a busca midiática responde a razões de estratégia de marketing pessoal. A ingenuidade ou falta de capacitação de alguns jornalistas, somada às pressões de diferentes origens, pode fazer estragos.

É lamentável que, na busca pelo apelativo, muitas vezes se esqueça de que o essencial deveria continuar sendo a qualidade da informação, ainda mais quando pode haver consequências gravíssimas como é o caso dos artigos de conteúdo médico. As notícias sobre dietas, por exemplo, deveriam ser tratadas com o rigor imposto à prescrição de um tratamento para obesidade. Não é o que acontece. Em geral, as dietas publicadas oferecem a metade dos minerais necessários, falta a elas cálcio e ferro, e têm menos vitaminas do que o adequado para o funcionamento correto do organismo [ver aqui].

Em conclusão, o boom informativo sobre medicina pode ter efeitos contraproducentes se à quantidade não forem incorporadas doses crescentes de qualidade. Na mesma edição da matéria das células-tronco há, dez páginas depois, outra matéria de título autoexplicativo “Bisturi, aí vou”. Esta, como é devido, tem dentro de um box um texto menor, porém de titulo acertado: “Todo cuidado é pouco”.

Nas primeiras páginas da mesma revista, há um espaço fixo que se chama Entrenós. Claramente, é uma conversa amigável, íntima, com as leitoras. Nós é uma referencia às outras mulheres.

Gostaria de ter uma conversa assim com os jornalistas que fazem as matérias de saúde nas revistas femininas. Ou talvez não seja necessário, não acho palavras melhores para dizer do que as que a editora Karine César colocou naquele Entrenós para suas leitoras:

“Basta um comentário colocado de forma equivocada para que toda nossa segurança vá por água abaixo. Leva muito tempo para percebermos que um mundo cheio de regras e julgamento serve para nos nortear e motivar... Mas não pode nunca nos paralisar”.

É assim mesmo. As matérias de medicina das revistas femininas fazem muita diferença na vida das leitoras e suas famílias. É preciso apenas tentar fazê-las cada dia melhor. É fácil: em saúde, geralmente isso se alcança com o respeito a algumas regras.

***
Roxana Tabakman é bióloga e jornalista, autora de A saúde na mídia: medicina para jornalistas, jornalismo para médicos (lançamento previsto da edição em português para setembro de 2013, pela Editora Summus)


segunda-feira, 15 de julho de 2013

Museu de Londres reúne melhores fotos de natureza

Uma das belíssimas imagens selecionadas. Foto de Vincent Munier.

Em parceria com a BBC, o Museu de História Natural de Londres publica o livro Masters of Nature Photography, uma seleção das melhores imagens das últimas 49 edições do concurso anual Wildlife Photography of the Year (Fotografia de Vida Selvagem do Ano, em tradução livre). Organizado pelas duas instituições britânicas, o renomado concurso premia todos os anos as cem melhores fotografias retratando cenas de natureza e vida selvagem.

Dez fotógrafos tiveram suas imagens selecionadas para o livro comemorativo, entre eles veteranos considerados “lendas” no tema e jovens “mestres” que têm se destacado. Cada um escolheu dez fotos que julgaram ser mais representativas de seu trabalho ao longo dos anos.

“Alguns diriam que há outros fotógrafos de natureza de igual estatura que, assim como eles, também foram agraciados com o prêmio. Mas juntos, estes dez representam o conjunto de uma obra que abrange 30 anos de trabalho, diferentes nacionalidades e distintas maneiras de ver o mundo da natureza”, diz a organização do livro.

Veja todas as 10 fotos clicando AQUI.

FONTE: BBC


segunda-feira, 8 de julho de 2013

Uma floresta... no lustre


Se você gosta da sensação de estar em meio às arvores, mas não pode tê-las dentro de casa, dê uma olhada na criação dos artistas plásticos Thyra Hilden e Pio Diaz. Eles inventaram, inspirados nos desenhos do biólogo e naturalista alemão Ernst Haeckel, uma luminária feita de pequenas esculturas em formato de galhos de árvore.

Com a lâmpada colocada no centro, o lustre projeta sombras de árvores por todo o ambiente, nas paredes e no teto. “Os formatos refletidos na parede e no teto variam de acordo com a intensidade da luz. Quanto mais forte, mais visíveis ficam os galhos e troncos. Quando a luz está mais fraca, a sensação é de uma ‘chama queimando’ no centro da floresta”, contam os criadores da peça.


domingo, 7 de julho de 2013

Revista da Cultura – Ed. 72 – julho 2013


Publicada pela Livraria Cultura de São Paulo, com matérias imperdíveis, a última edição da Revista da Cultura já está disponível em

sábado, 6 de julho de 2013

“Retrato falado” de Emmanuel Marinho


Eles são uns homens feios.
Eles são jovens, eles são velhos
eles são homens horrorosos.
Mas de famílias tradicionais
e de nome muito conhecidos.
São verdadeiros arquivos vivos
com seus coletes a prova de bala,
enquanto multidões
sem roupa, sem nome,
morrem de fome
na nossa cara.
E uns deputados safados
ausentes do plenário.
Eu quero outro país,
eu quero outro cenário.
Governadores limpando o nariz
em seus palácios,
multidões sem casas,
demônios vestindo ternos,
no inferno anjos sem asas.
CPIs, Pcs, Oldebrecht,
Pivetes vendendo chicletes no sinal.
STJ, STF, justiça cega e etc. e tal.
Porque eu vi no jornal!
Eu vi no jornal que uns deputados são...
Eu vi na televisão
que uns senadores são...
- São tudo ladrão!
Alguns vereadores
alguns prefeitos
e outros senhores não eleitos
Também são...
- São tudo ladrão!

Eles são uns homens feios.
Eles são jovens, eles são velhos
eles são homens horrorosos.
Mas de famílias tradicionais
e de nomes muito conhecidos.
São verdadeiros arquivos vivos
com seus coletes a prova de bala,
enquanto multidões
sem roupa, sem nome,
morrem de fome
na nossa cara.
E eles, eles são!

Emmanuel Marinho, 1989



sexta-feira, 5 de julho de 2013

Uma árvore com peixes!


“MIRANDA, Mato Grosso do Sul: A cheia de 2011 foi uma das maiores na história do Pantanal. A água invadiu áreas altas. Quando deparei com esta árvore, submersa nos arredores do rio Touro Morto, percebi que estava diante de uma imagem desse fenômeno extremo. Foto: Luciano Candisani.”

Texto e imagem clipados do Faceboook:


Revista Errata – (re)pensando as artes plásticas da América Latina


A Revista Errata foi criada em 2009, em Bogotá, concebida como um espaço de análise e difusão das artes plásticas. Além de contar com um comitê formado por pesquisadores de arte e uma grande rede de colaboradores colombianos e internacionais, a Errata convida a cada edição dois especialistas (um da própria Colômbia e outro estrangeiro) para pensar a publicação. A revista é quadrimestral e distribuída para venda e gratuitamente dentro dos principais centros de arte colombianos e bibliotecas nacionais e internacionais.

Todas as edições de números zero a quatro, em versões completas, estão disponíveis gratuitamente no site http://revistaerrata.com/

A edição número cinco (foto da capa) está acessível em



terça-feira, 2 de julho de 2013

Novo encontro de pesquisadores trata dos efeitos das manifestações


As medidas e decisões adotadas e propostas pelos governantes e pelo Legislativo respondem às aspirações das manifestações populares das últimas semanas? É viável um pacto político, econômico e social nacional? É possível uma reforma política significativa que reduza o déficit de representatividade, amplie os mecanismos de democracia participativa e traga maior transparência ao sistema político-eleitoral?

Essas questões constituem o eixo temático do encontro Como Avançar?, segundo da série UTI Brasil, do Laboratório Sociedades Contemporâneas, que acontece no dia 3 de julho, às 11 horas, na Sala de Eventos do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, Rua Praça do Relógio, 109, bloco K, 5º andar, Cidade Universitária, São Paulo, com transmissão pela web.

Depois do diagnóstico preliminar da situação proporcionado por 14 expositores no encontro O Que Está Acontecendo?, realizado no dia 21 de junho, desta vez, quatro entrevistados serão questionados sobre a reação que as manifestações ocasionaram nas esferas governamentais, legislativas, nos partidos políticos, nas centrais sindicais, entidades estudantis e outras organizações sociais.


Cada entrevistado responderá a três perguntas e cada entrevistador formulará apenas uma questão. A parte final será dedicada a um debate entre todos por 30 minutos. A mediação estará a cargo de Martin Grossmann, diretor do IEA.

Os interessados em participar do evento devem enviar mensagem para leila.costa@usp.br. As vagas são limitadas. Quem não puder comparecer, poderá assistir ao encontro em www.iea.usp.br/aovivo e enviar perguntas para iearesponde@usp.br.

Também haverá transmissão do evento, via videoconferência, para o Polo São Carlos do IEA, que fica na Av. Trabalhador São-Carlense, 400, no campus da USP em São Carlos.

FONTE DA IMAGEM: Lia de Paula/Agência Senado
FONTE DO TEXTO: Convite do IEA-USP


segunda-feira, 1 de julho de 2013

Peladas pelo Brasil afora


Caio Vilela é um fotógrafo como poucos, com olhar calibrado e sensível. Seu último livro, “Futebol-Arte do Oiapoque ao Chuí”, lançado na semana passada em São Paulo, reúne imagens de peladas captadas nos 27 Estados do Brasil: suas capitais, seus cartões-postais e seus rincões distantes e pouco conhecidos. Com texto de Eduardo Petta e prefácio do ex-jogador Zico, o livro apresenta um rico mosaico do futebol de rua, a pelada – uma arte popular e desregrada –, e a beleza de cada jogo, jogador ou jogada. Faz ainda um recorte humano do esporte, em que convivem a emoção de estar junto, o entusiasmo da vitória e, por vezes, a solidão do campo vazio e da bola furada.

O conjunto de imagens produzidas registra momentos singulares, dourados para a infância ou juventude de algum talento não reconhecido. Foram nove meses de trabalho, viajando pelo Brasil, em busca desse fenômeno diário, porém efêmero, diretamente ligado ao brilho nos olhos do brasileiro. Para o fotógrafo, a viagem revelou-se um prazer e uma aventura repleta de descobertas, que renderam uma coleção de momentos memoráveis.

Mais do que um livro, “Futebol-Arte do Oiapoque ao Chuí”, é a celebração de um esporte que se tornou a grande paixão do brasileiro, que se renova dia a dia, a cada jogada, em cada campinho de norte a sul do país, com crianças, jovens, adultos e idosos. O brasileiro nunca se cansa do futebol. Esta é a sua arte.

Conheça mais sobre a obra de Caio Vilela:



 

Blog da Maria Eugênia Amaral Copyright © 2011 -- Powered by Blogger