quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Visão noturna

Celebrando o esplendor e a diversidade da arquitetura em diferentes cidades da Europa, este vídeo captura algumas das mais fabulosas edificações, num enfoque singular e inédito.

FONTE: The Getty Iris - http://blogs.getty.edu/iris/


segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Uma questão de escolha


Trabalho muito para alcançar a simplicidade.
Escrever difícil é muito fácil.

Thiago de Mello
Em uma foto de Fernanda Serra Azul

Ser ou não ser... grisalha?

Eis a questão! Para muitas mulheres, um assunto sério; para outras, uma bobagem. Quem não gosta de cabelos brancos fica horrorizada ao vê-los — enquanto quem é adepta, ama. O curioso é que a maioria esmagadora das mulheres abomina fios brancos. Nem toca no assunto. Usa tinturas das mais diferentes tonalidades e cala-se. Se questionada com insistência, tem uma reação quase unânime: “É horrível... Envelhece!”. E então resta ao inevitável e implacável tempo passar desapercebido, camuflado: cabelos tingidos ao menor sinal dos indesejáveis fios.

Que moda é essa que perdura há décadas e envolve uma espécie de tabu? Mais uma vez nos tornamos reféns da indústria de cosméticos? Se tintura é tão bom assim, por que os médicos recomendam que as grávidas não façam uso desse produto? Boa parte das tinturas contém amônia, substância tóxica para o bebê. E a longo prazo não seria nem um pouco tóxica para adultos?

Fico pensando na capacidade de manipulação da propaganda de cosméticos. Por que tantas pessoas hoje enxergam os cabelos brancos como “coisa de gente relaxada” ou até como uma caricatura aceitável apenas em senhoras simpáticas e “bem velhinhas”? Será que compramos a ideia de que um corpo e um rosto envelhecidos passam desapercebidos quando os cabelos estão tingidos? Trata-se de uma reação de medo à crescente onda de descrédito e desprezo aos idosos? Parece-me que as mulheres, cuja longevidade é comprovadamente maior que a dos homens, tendem a tornar-se vítimas desse autodescaso ao envelhecerem, ainda mais sem seus parceiros. A velhice, principalmente a feminina, costuma ser solitária.

Há quem veja as idas mensais, ou quinzenais, ao cabeleireiro como uma atividade importante na socialização das idosas. Eu prefiro ler, conversar, tomar um cálice de vinho, mexer nas plantas ou fazer centenas de outras coisas, inclusive ir ao cabeleireiro periodicamente para cuidar de minhas alvas madeixas. Estou adorando ficar com os cabelos nevados. Pelo menos por enquanto. Se der vontade, basta voltar a pintá-los. Incoerência minha, depois de todos esses argumentos? É sim, e daí? Uma das coisas boas de envelhecer é, definitivamente, não dar a mínima para o que pensam de você. Isso é quase tão bom quanto sexo na menopausa.


sexta-feira, 23 de agosto de 2013

A caneca do ateliê


 

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