sábado, 28 de setembro de 2013

Brincando de fazer trovas com a amizade



Amigo é coisa pra se guardar no lado esquerdo do peito...
Como um presente intocado, chaveado em relicário perfeito.

Mas meus amigos não quero somente “guardar”.
Quero encontrá-los sempre, com uma alegria de contagiar.

Quero visitá-los mais, sem o constrangimento da primeira vez,
sem rapapés, afetações e tampouco um abraço cortês.

Com a liberdade de velhos amigos, daqueles de muito tempo...
Que ao correrem pro abraço sentem o prazer infantil de uma lufada de vento.  

Quero beijá-los mais, como as crianças se beijam.
Fotografá-los, muito, para que todos os vejam.

Brindá-los, comemorando a vida... cotidianamente.
Tocá-los mais, como uma garoa, mansamente.

Ouvi-los, mais e mais, até aprender a doçura de calar e escutar.
Festejá-los, sempre, como um moleque feliz que aplaude a gargalhar.

Olhá-los, aos poucos, profundamente, com os olhos da alma.
Deixá-los gritarem mais, com toda calma.

Conversar muito... bobagens, verdades, mentiras, até perder a hora.
Confortá-los sempre, segurando o choro pra tristeza ir embora.

Encontrá-los várias vezes, após um dia, uma semana ou mês.
E entendê-los mais, em grupo ou a sós, um de cada vez.

Enfim, vivenciá-los sempre, com a mente e o coração...
...mesmo que o tempo e a distância digam não!

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Foto clipada da página do Facebook da “Escola Jatobá” – Barão Geraldo – Campinas, SP.



sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Um lago... um ano...

Com uma boa câmera e um helicóptero pilotado por ele mesmo, o fotógrafo polonês Kacper Kowalski retratou um lago de seu país ao longo das quatro estações do ano, dando destaque às alterações que o clima causa no cenário. (Para melhor apreciar cada foto, clique sobre ela.)






“Ensaios Fotográficos” – a arte da fotografia no olhar de quem a domina

Neste episódio, o sexto da série Caçadores da Alma da TV Brasil, o diretor Silvio Tendler explora um dos aspectos mais ricos da abordagem da série: o olhar do fotógrafo. Estes, quando se percebem como autores, desejam narrar com seus olhares.

Em “Ensaios Fotógráficos”, é isso que fazem os renomados profissionais João Roberto Ripper, Miro, Evandro Teixeira, Custódio Coimbra, Ricardo Azoury, Nair Benedicto, Bob Wolfenson, Cassio Vascondelos, Tiago Santana, Daniel Kfouri, Antonio Scorza, Rogério Reis, Orlando Brito e Araquém Alcântara.

“Documentar é, sobretudo, aprender valores e reconhecer valores. A gente não é o centro da atenção. E o grande barato é quando a gente não tem que se ver espelho de nossas premissas”, revela Ripper.

É da percepção desses Caçadores da Alma que nascem ensaios como os apresentados por esse episódio: trabalhadores do sisal, os carvoeiros, os garimpeiros, o funeral de Pablo Neruda, os jardins do Éden, os jogos indígenas do Xingu, diásporas africanas na América do Sul, floresta da Tijuca, sertão – Amazônia, “Vanités”, apreensões, São Paulo noturna, o chão de Graciliano, “Agudás”, os jogos indígenas no Tocantins, atletismo, o carnaval na lona, senhores e senhoras, até os próprios fotógrafos, no último ensaio do episódio – “os coleguinhas”. Ensaios que nos aproximam não somente do fotografado, mas do fotógrafo, que visa a exprimir sua reflexão, sua admiração ou contestação, seu sentimento visual sobre os fatos da vida.

[clipado de TV Brasil]



quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Sabores celestiais

Ao criar a ordem dos beneditinos, no século VI, São Bento acreditava que “um verdadeiro monge vive do trabalho de suas mãos” e assim estabeleceu que cada mosteiro seria construído de tal forma que nele houvesse padaria, horta, queijaria, pomar e oficina para atender as necessidades da comunidade. Em seus preceitos, a vida de um monge era feita de orações e trabalho — ora et labora!

Em pleno século 21, em São Paulo, o Mosteiro de São Bento não foge às regras de seu patriarca. Além de produzirem grande parte de seus próprios alimentos, os beneditinos vendem seus bolos, pães, geleias e biscoitos, cujas receitas seculares são transmitidas somente de um monge para outro. Acredito que a expressão “é para comer rezando” tenha surgido após a degustação de algum destes produtos: “Laetare” (bolo originado no Mosteiro de Tibães, em Portugal, feito à base de limão, canela e farinha de amêndoas), “Dom Bernardo” (que, com nozes, gengibre, pêssego, café, chocolate e conhaque, é um bolo que os monges franceses faziam nas grandes festas litúrgicas) ou, quem sabe, os brasileiríssimos “Pão Bento” (criado por monges paulistanos, com mandioquinha como principal ingrediente) e “Bolo dos monges” (elaborado com vinho canônico e açúcar mascavo desde o final do século XIX).

Como se não bastasse, os beneditinos nos oferecem outros sabores celestiais que, se não fossem tão abençoados, deveriam nos levar direto ao fogo dos infernos, tal a intensidade das tentações (e a gula é pecado mortal...). São biscoitos que derretem na boca e que levam desde alho-poró e azeite de oliva até ingredientes imprevisíveis, como água de flores de laranjeira. Tentadora como poucas é também a versão monástica do “Cantucci”, biscoito italiano de amêndoas, tradicional da Toscana.

A gênese das iguarias, intercalada com orações, parece surtir forte efeito nos nomes com que são batizadas: Alleluia, Pax, Lúmen, Santa Maria, Santa Escolástica, Benedictus, Dominus, Angelorum... Infelizmente, tais segredos da abadia podem ser degustados somente em São Paulo, na Padaria do Mosteiro. Menos mal. Graças a minhas ralas observâncias religiosas e hábitos de pecadora contumaz, posso fazer penitências antes e depois das viagens, barganhando (desavergonhadamente) créditos e débitos em minha contabilidade de penas capitais.

Só me resta convidá-los: pequem comigo! Antes e depois da produção de suas delícias tentadoras, os beneditinos oram muito; com certeza por todos nós também.
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Padaria do Mosteiro de São Bento, em São Paulo:
Matriz: Largo de São Bento, s/n, Centro.
Filial: Rua Barão de Capanema, 416, Jardins.

Cada latinha vem com dois cupcakes de chocolate com nozes.

Minibolo Laetare

Caixinhas com trufas.

A filial da Alameda Barão de Capanema.

domingo, 1 de setembro de 2013

Dançando no Mato

Achei um tempo e fui correndo assistir à última apresentação do “Dança no Mato” no Teatro Municipal de Dourados. Lamentei não ter ido no sábado também...

Um espetáculo de leveza, ritmo e beleza. Grupos de todas as idades deixaram evidente que levam a sério, muito sério, o que é dançar!

Veja um pouquinho do que assisti em fotos que cliquei com uma máquina amadora (e uma foto da bailarina Lorena Hernández que roubei na internet sem descobrir a autoria).

Grupo da Academia de Dança Maria Ester: 



Meninas do PROJETO NACE – Studio Blanche Torres: 



Lorena Hernández – Studio Blanche Torres: 


Andyara Tetila e Juliana Teixeira – Academia Ana Pavlowa:



Grupo da Cia. Dançurbana:












Para saber mais: o “Dança do Mato” é um projeto da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul. Na sua sexta edição – 2013 – ele foi desenvolvido em parceria com a prefeitura municipal de Dourados e com o Studio Blanche Torres.

 

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